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Pai suspeito de matar filho de menos de 2 anos

Paulo Roberto de Caldas Osório disse que dopou criança com medicamentos ainda na sexta-feira (29). Até a noite desta quarta (4), polícia não havia encontrado corpo.


05/12/2019 às 03:34h

Pai suspeito de matar filho de menos de 2 anos
Reprodução

O funcionário do Metrô do Distrito Federal Paulo Roberto de Caldas Osório, que confessou ter matado o filho Bernardo, de 1 ano e 11 meses, disse para a Polícia Civil que "jogou corpo da criança em um mato na beira de uma estrada". Essa estrada seria a BR-020, na Bahia – a mais de 400 quilômetros de Brasília.

 

Após a prisão, na madrugada de segunda-feira (2), em um hotel de Alagoinhas, na Bahia, o homem confessou o crime. Ele contou aos policiais que buscou Bernardo na creche, na Asa Sul, na sexta-feira (29) e dopou a criança com medicamentos.


Antes de pegar a estrada, ele teria passado em casa, também na Asa Sul. A polícia encontrou manchas na cama onde o menino teria sido colocado para dormir.

 

Durante a viagem, Paulo Osório disse quer percebeu que Bernardo estava morto. Por isso, decidiu abandonar o corpo.

 

"Tava chovendo muito forte, quase não tinha ninguém na rua. Tava tudo branco. Aí teve um hora que eu tava passando e tinha um mato mais alto, eu só encostei o carro. Como não tinha ninguém na rua e tava chovendo, eu falei: ninguém vai ver eu tirar o menino do carro."


A confissão do pai foi gravada pela Divisão de Repressão à Sequestros (DRS) da Polícia Civil do DF, que estava atrás da criança desde sexta-feira. No vídeo, o homem aparece algemado .

 

Até a noite desta quarta-feira (4), o corpo de Bernardo não havia sido encontrado. De acordo com o delegado Leandro Ritt, a polícia ainda não descarta a possibilidade do menino estar vivo, por isso divulgou a foto da criança.

 

Com a ajuda de um helicóptero, os investigadores passaram o dia vasculhando uma área de 100 quilômetros na região onde Paulo Osório foi preso.

 

Prisão preventiva e assassinato da própria mãe


Nesta quarta-feira (4), Osório passou por audiência de custódia em Brasília. O juiz Fellipe Figueiredo de Carvalho converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva – por tempo indeterminado.

 

"Cuida-se de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, que o autuado teria cometido contra o próprio filho, criança de 01 ano e 11 meses de idade", disse o juiz.


O magistrado também destacou que durante a audiência de custódia, Paulo Roberto de Caldas Osório não apresentou qualquer mudança no comportamento. "Não notei, durante a oitiva do autuado, qualquer tipo de perturbação mental, estando ele consciente, localizado no tempo e no espaço, com raciocínio concatenado e fala fluida e harmônica", apontou.

 

Segundo a Polícia Civil, Osório ficou internado na ala psiquiátrica da Penitenciária da Papuda, em Brasília, por 10 anos, por ter assassinado a própria mãe. O crime ocorreu quando ele tinha 18 anos, na mesma casa da 712 Sul onde o servidor público mora .

 

Na época, Osório foi considerado inimputável , ou seja, sem condições de responder pelo crime, devido ao transtorno mental. Segundo laudos, ele tem esquizofrenia.

 

Três anos depois de cumprir a pena, Osório fez concurso para o Metrô do Distrito Federal e foi aprovado, inclusive na avaliação psicológica.

 

Segundo o delegado Leandro Ritt, a mãe da criança, Tatiana da Silva, descobriu o passado do ex-companheiro após conversar com os vizinhos dele, enquanto procurava pelo filho.

 

"Pelo fato de ser um crime muito antigo, as pessoas ligadas à família [materna] não tinham essa informação".

 

Tatiana e Paulo Osório namoraram durante um ano. Neste período ela engravidou de Bernardo e eles se separaram.

 

Suspeito de matar filho ameaça mãe do menino de nunca mais aparecer com a criança

 

O sequestro de Bernardo


De acordo o delegado Leandro Ritt, Osório contou que tinha "restrições" para visitar o filho – e que isso teria sido o motivo da fuga com a criança. Ainda na sexta-feira ele mandou mensagens de texto e de áudio para a mãe do menino.

 

"Os áudios que ele manda para a mãe da criança revelam, assim, uma grande raiva. Ele fala enfaticamente: vocês nunca mais vão ver o menino."
Trechos da gravação obtidos pela Polícia Civil  mostram que o homem tinha desavenças com a mãe e com a avó da criança.

 

depoimento, Osório afirmou que a intenção inicial dele era "assustar a mãe e a avó da criança". 

FONTE: Com informações do G1
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