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Impactos da grande produção de lixo e como reduzir

Somente no ano passado o Brasil produziu 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos


02/12/2019 às 11:29h

Impactos da grande produção de lixo e como reduzir
Crédito: Reprodução

O Panorama de Resíduos Sólidos 2018, divulgado pela Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) traz à tona dados tristes e alarmantes. Somente no ano passado o Brasil produziu 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, aumento a geração em 1%.


Em contrapartida, houve uma diminuição nas verbas públicas para as atividades essenciais para enfrentar esse grave problema de âmbito ambiental e social: o valor destinado à limpeza pública por habitante/mês foi, em média, R$10,50, uma diminuição de 1,28% nos investimentos, além do corte de 5 mil postos de trabalhos formais na área.


Em declaração à Agência Brasil, Carlos Silva Filho, presidente da Abrelpe não escondeu seu descontentamento e preocupação. Mesmo com o crescimento de 1,66% dos resíduos sólidos coletados (72,7 milhões de toneladas), os municípios ainda lidam com 6,3 milhões de toneladas de lixo sem coleta.


“Os números mostrados no panorama colocam o Brasil numa posição muito abaixo de outros países que estão no mesmo nível de renda do Brasil. O nosso déficit é muito grande e nós precisamos realmente de medidas urgentes para não só recuperar esse déficit, como avançar em direção a melhores práticas de gestão de resíduos sólidos”, lamentou Silva Filho.


Caso a país mantenha sua série histórica, até o ano de 2030 o Brasil será responsável pela geração de 100 milhões de toneladas de resíduos sólidos anualmente. Em comparação aos outros países, nos tornamos o maior gerador de lixo da América Latina, somando 40% dos resíduos sólidos descartados. Segundo a ONU Ambiental, os brasileiros produzem 541 mil toneladas por dia.


Destino incerto


Outro dado preocupante revelado pela Abrelpe, cerca de 59,5% do volume total do lixo tem como destinação final os lixões e aterros controlados. Ainda assim, cerca de 3 mil municípios depositam seus resíduos sólidos de maneira inadequada: um enorme contingente de 1 a cada 12 brasileiros não conta com serviço de coleta de lixo regular em seus domicílios.


A entidade reconhece que o Brasil ainda está muito atrasado em comparação ao restante do mundo. Enquanto outros países com renda similar conseguem destinar adequadamente, em média, 70% dos resíduos sólidos gerados, ainda registramos a presença de lixões em diversas regiões do país.


Os lixões ainda representam um foco de problemas ambientais, de saúde pública e social a todas as comunidades que vivem próximas às suas instalações.


Gestão de resíduos sólidos, reciclagem e conscientização


Além do endividamento dos municípios, o Brasil ainda precisa lidar com a falta de conscientização da população e até mesmo de iniciativas públicas e privadas para reduzir a geração de lixo e implantar boas práticas de gestão de resíduos sólidos.


A render bons frutos ao meio ambiente e à sociedade, como no exemplo da Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro. Em parceria com o Sesc e seu programa Envolva-se, detentos transformam resíduos sólidos industriais em bolsas e sacolas comercialmente rentáveis.


Empresas podem contar com programas de gestão de resíduos sólidos voltadas às suas necessidades, como explica Guilherme Gusman, só da VG Resíduos. “Geramos uma redução em média de 20% nos custos com destinação de resíduos das empresas através da venda de resíduos na plataforma. Nosso software possibilita o controle de documentação de fornecedores, controle de documentação relativa a destinação de resíduos (como Certificado de Destinação, MTR), emissão de alertas quanto à capacidade de armazenamento e otimização de processos”.


Mas, para que empresas, tratadores e cooperativas de reciclagem possam usufruir dos benefícios da reciclagem e reaproveitamento de materiais, ainda é preciso que a sociedade se conscientize da importância em diminuir, reaproveitar e separar o lixo orgânico dos resíduos recicláveis.


A conscientização deve partir dos poderes públicos, mas também pode se tornar uma iniciativa individual. Caso uma região não conte com coleta seletiva, é válido procurar catadores autônomos ou cooperativas interessadas nos resíduos sólidos.

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