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Feira de Santana: mais de 600 indenizações por acidentes

A estatística mostra que o município registra, aproximadamente, dois acidentes de trânsito por dia


16/11/2019 às 09:59h

Feira de Santana: mais de 600 indenizações por acidentes
Crédito: Gleidson Santos/FE

De janeiro a outubro deste ano, Feira de Santana registrou uma média de 600 indenizações por acidentes de trânsito. Na última segunda-feira (11), o presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou a edição de uma medida provisória que extingue o seguro obrigatório DPVAT e o DPEM a partir de 2020.


A publicação divergiu a opinião dos profissionais feirenses que atuam na área. De acordo com o consultor de seguros, Oliveira Alves, a estatística mostra que o município registra, aproximadamente, dois acidentes de trânsito por dia. “90% destes acidentes envolvem veículos de duas rodas. Em 2018, essa média se manteve, com 60 casos por mês”, disse.


“Acredito que essa foi uma decisão muito precipitada do Governo Federal, mas eu acredito que essa medida não seja sustentada pois eles não vão deixar de recolher as taxas”, completou. Para o coordenador da 3ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), Sílvio Dias, foi um erro a medida tomada pelo presidente. Os acidentes ocorridos até 31 de dezembro ainda seguem cobertos pelo DPVAT. Para ele, a medida irá atingir principalmente as camadas mais pobres.


“Acaba o seguro e também as indenizações, o que acontece é que muitas pessoas pobres em caso de acidentes, se valiam apenas desses valores, é bom citar que quem geralmente tem um veículo mais caro já tem o seguro privado, para essas pessoas os R$ 3.500 não é tão significativo quanto para uma vítima de atropelo”, lamentou.


Em 2019, o valor a ser pago pelo seguro DPVAT varia de R$ 16,21 (automóveis e caminhonetas particulares /oficiais, missão diplomática, corpo consular e órgão internacional, táxis, carros de aluguel e aprendizagem) a R$ 84,58 no caso de motos e similares. “Apesar dos valores baixos pagos pelos donos dos veículo o seguro tinha um ação social muito grande, porque as pessoas que recebiam esse valor não precisavam nem comprovar os veículos que elas fora vítimas, por exemplo uma vítima de atropelo, o veículo ele era ignorado e a pessoa não precisa comprovar qual foi o veículo, só bastava comprovar que foi vítima de um acidente automobilístico”, informou Sílvio.


No ano passado foram arrecadados R$ 4,6 bilhões com o seguro obrigatório DPVAT, a nível nacional. E quase metade desse valor era destinado para a saúde pública, que atende a maioria dos casos de acidentes. “No meu ver é um erro acabar com esse seguro, tendo em vista que ele era uma garantia de pelo menos minimizar os danos causados a essas vítimas de acidentes de trânsito. Essas pessoas vão ficar desamparadas. Além de que 45% do que era arrecadado com esse seguro era destinado ao SUS, só em 2018 foram mais de R$ 2 bilhões, que foram destinados à saúde pública do nosso país, e a saúde pública vai acabar perdendo esse valor”, pontuou Sílvio Dias.

FONTE: Da Redação
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