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Missionária nigeriana resgata cidadania de mulheres em Feira de Santana

A escolha por estilo de vida religioso, ao congregar na ordem das Irmãs Missionárias do Santo Rosário (Missionary Sisters of the Holy Rosary), fez Agustina logo cedo deixar o seio familiar e ir para cidade de Makurdi, capital do estado de Benue


18/09/2019 às 11:40h

Missionária nigeriana resgata cidadania de mulheres em Feira de Santana
Crédito: Edeilson Souza/FE

O ano era 1968 quando em uma pequena cidade do sudoeste da Nigéria nascia Augustina Obi, a primeira de mais 12 filhos, em Lowa, hoje pertencente ao estado de Imo, uma das 36 unidades do país localizado na África Ocidental. Longe dali, mas neste mesmo 4 de novembro, Feira de Santana era administrada por João Durval Carneiro, até então o sétimo prefeito da cidade, que mantinha ares interioranos. Ainda não existia o Centro Industrial do Subaé (CIS), a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), sequer o Centro de Abastecimento.


O país, mergulhado no estado de exceção, assistiria em dezembro a publicação do Ato Institucional 5 e o aprofundamento da redução de direitos, contrastando com a efervescência de uma série de movimentos pró-direitos humanos, que fizeram deste ano impar para a humanidade. A história desta filha de 1968 iria se cruzar com Feira de Santana, sem ela nem imaginar. A escolha por estilo de vida religioso, ao congregar na ordem das Irmãs Missionárias do Santo Rosário (Missionary Sisters of the Holy Rosary), fez Agustina logo cedo deixar o seio familiar e ir para cidade de Makurdi, capital do estado de Benue. A ordem, fundada pelo bispo irlandês Joseph Shanahan, nasceu com objetivo missionário de evangelização. Missão: essa palavra pauta a vida da irmã Augustina. “Faz parte da vida da gente. Já tinha o desejo de ser freira”, contou a missionária, prestes a completar 51 anos.

 

 

Em 4 de julho de 2003, a vocação missionária de Augustina e o Brasil se encontraram. São Paulo foi a “casa” da nigeriana, recém-fluente na língua portuguesa, que aprendeu em um curto período em Brasília, capital federal. Não demorou muito e novamente por missão, em 2012, os caminhos de Agustina Obi e Feira de Santana se cruzaram. “A cidade de Feira de Santana me acolheu, é um lugar onde me encontro e me sinto bem”, comentou. Mesmo assim, o olhar humano da religiosa não deixa passar despercebido nuances de uma cidade grande, mas ainda com desafios para o desenvolvimento. “Me dói em Feira de Santana a demonização da cultura africana. A escravidão parece coisa de ontem, o ódio voltou. Estamos no século 21 e as pessoas ficaram no século 18”, comentou. “Sempre tem o choque cultural, mas vivenciar na pela para mim é forte”, finalizou.


Longe de casa e com pais e 9 irmãos vivos, a vida missionária de Augustina é um afago na saudade. “Sinto saudade da minha família, mas estou satisfeita com o trabalho”. A satisfação vem da função social do trabalho da irmã Augustina em Feira de Santana. A missão é resgatar a cidadania de mulheres, ainda mais as que estão em situação de vulnerabilidade, especialmente as profissionais do sexo, oferendo orientação e, além disso, cursos profissionalizantes, o que confere a elas um conhecimento para futuros ofícios. Cerca de 200 mulheres já foram atendidas no Espaço Viva Mulher, em ações que contam com trabalhos voluntários. Mesmo com as dificuldades, a vontade de ajudar e levar valores cristãos superam os obstáculos. “Eu não me importo, me sinto bem, não tenho problema com minha identidade. Sou uma cidadã do mundo”.

FONTE: Da Redação
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