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Da Galícia ao sertão baiano: dois espanhóis apaixonados por Feira de Santana

Eles imigraram muitos jovens e formaram família em Feira de Santana


18/09/2019 às 11:33h

Da Galícia ao sertão baiano: dois espanhóis apaixonados por Feira de Santana
Crédito: Acervo pessoal

Modesto Gonzalez Lopez, 78 anos


“A minha bagagem ficou presa na alfândega, quase que não desembarco”, lembra Modesto Gonzalez Lopez, 78 anos, do dia 1 de setembro de 1961, quando chegou ao Brasil. O país ainda ressoava a renúncia do presidente Jânio Quadros, quando o espanhol, vindo da pequena cidade de Ponteareas, em Pontevedra, na região da Galícia, com 19 anos, largou a terra natal, após ver frustrado seu sonho de ser piloto de avião. “Meu pai cortou o meu barato, não deu certo”, disse entre risos.


Um dos três irmãos de Modesto, que estava há seis meses em Salvador, abriu as portas do novo país para o imigrante, que logo foi trabalhar em um armazém de atacado no bairro da Calçada, em Salvador. “Terminei de almoçar com uns galegos e já estava e empregado, tenho saudades daqueles tempos. Trabalhei dois anos e meio e depois fui trabalhar na Ribeira e depois me tiraram da Ribeira e fui para o bairro de São Caetano, onde passei três anos”, lembrou. “No inicio você sente saudade, mas depois passa”, conta sobre os primeiros anos.


As aventuras de Modesto na capital baiana duraram até o ano de 1970, quando chegou em Feira de Santana, com as economias que tinha e fez sociedade com outro espanhol, Constante Perez. “Pedi as contas, peguei meu dinheiro e em fevereiro vim para Feira. Montamos o Cantinho do Chopp. Foi a primeira casa em Feira a vender chopp e a segunda no estado da Bahia. Era uma choperia, lanchonete e restaurante”, lembra Modesto. Ao mesmo tempo em que se divertia na boemia do Cantinho do Chopp, junto com outro espanhol, também da Galícia, o José Vidal, conhecido como “Pep” [outro personagem desta edição especial], juntos tocaram a loja O Boiadeiro, na Estação Rodoviária de Feira de Santana. “Era metade da rodoviária só nossa. Naquele tempo era exclusividade, só tinha a gente”, contou.

 


Modesto avalia que a cidade cresceu desde a década de 70. “Eram cerca de 170 mil habitantes, a cidade tem muito futuro, isso depende muito do empreendimento de cada um, hoje esta muito devagar, mas creio que vai acabar, isso vai melhorar”, comentou. “Quando cheguei aqui nos primeiros dois meses, morei próximo ao Edifício Mandacaru. Na minha época tinha muitas festas no Feira tênis Clube e o Cajueiro, em compensação Feira de Santana cresceu demais, muito. Minha cidade natal é pequena, com 22 mil habitantes”, disse. “Eu tenho que agradecer a Feira de Santana que foi onde eu mais cresci na vida. Muito amigos”, contou. Modesto está no segundo casamento, há 22 anos, com Irene da Silva, tem dois filhos e duas filhas, três do primeiro casamento e quatro netos.


José Vidal, “Pepe”, 75 anos

 

A decisão de atender um convite de trabalho em Feira de Santana na década de 60 só trouxe coisas boas | Crédito: Acervo pessoal


No mesmo ano de 1961, mas dois meses antes, chegava em Salvador, vindo de Pontevedra, José Vidal, o “Pep”, com seus 17 anos e logo foi trabalhar em uma padaria. Sua chegada em Feira de Santana remonta ao ano de 1964, quando a cidade tinha cerca de 80 mil habitantes.


Os ares interioranos conquistaram o jovem espanhol, saído da Galícia. “Gostei muito de Feira de Santana. Naquele período Feira de Santana era pequena. Nasci em uma cidade pequena, me acostumei melhor aqui do que em Salvador”, comentou.


Atualmente são mais de quarenta anos morando em Feira de Santana, mas “Pep” garante que não foi difícil a adaptação a cidade. Casado com uma feirense, Ana, e com três filhas e um filho, são oito netos e uma família toda formada em solo feirense. “O que mais me conquistou foi a tranquilidade, são 41 anos morando no mesmo lugar”.


No momento da entrevista, José Vidal estava a passeio na Espanha, revivendo as origens e revendo familiares. “Tenho família ainda na Espanha, irmãs, sobrinhos. Éramos cinco, mas hoje somente uma irmã mora na Espanha, outras duas estão no México”, comentou.


Para “Pep”, a decisão de atender um convite de trabalho em Feira de Santana na década de 60 só trouxe coisas boas. O estrangeiro que assistiu o desenvolvimento da cidade ao longo de mais de 50 anos é só palavras de agradecimento. “Foi uma boa escolha vir para Feira de Santana, me dei muito bem, não tenho do que reclamar, bons amigos, uma boa família”, contou.  

 

FONTE: Da Redação
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