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Cirurgião colombiano tem ação social de destaque

O jovem Cesar Kelly Villafuerte Velez, então com 26 anos, deixou a terra natal e partiu para o Brasil com objetivo traçado


18/09/2019 às 11:29h

Cirurgião colombiano tem ação social de destaque
Crédito: Hamurabi Dias/FE

Medellín, Colômbia, final dos anos 80. Violência desenfreada é o contexto da segunda maior cidade colombiana. O império sustentado com requintes de violência e terror, por uma rede conhecida como cartel de Medellín fez da cidade um dos locais mais violentos do mundo. Foi neste período que o jovem Cesar Kelly Villafuerte Velez, então com 26 anos, deixa a terra natal e parte para o Brasil com objetivo traçado: especializar-se em medicina, ofício que ele já desempenhava.


“Foram anos muitos brabos na Colômbia. Perdemos duas gerações, quem podia sair e estudar e morar em outros países, saia. Eu tive a chance trabalhando como cirurgião de enfrentar pacientes praticamente em uma guerra fraticida, o que como médico me deixava deprimido. Minha aspiração como cirurgião plástico foi começando a ficar mais concreta”, comentou o Cesar Kelly, que tem três irmãos e todos migraram do país, neste mesmo período.


Como médico-cirurgião, Cesar Kelly tinha suas referências profissionais e elas passavam pelo Brasil. O trabalho de Ivo Pitanguy foi crucial para o colombiano optar pelo país e chegou aqui em 1987, em Santos, litoral paulista. Para a especialização ele chegou a ser admitido na turma de Pitanguy, mas seguiu mesmo um dos alunos do cirurgião, o doutor Ewaldo Bolívar de Souza Pinto. Com a especialização e também mestrado [iniciado em 1991, em São Paulo, na Escola Paulista de Medicina] concluídos, a vinda do doutor Cesar Kelly, para Feira de Santana, deve-se a um médico baiano, Maurício Souza. “Quando cheguei vi uma cidade em crescimento, com um [Anel de] Contorno. Vi o crescimento de cidades do interior de São Paulo e imaginei que em Feira de Santana seria a mesma história. As pessoas que conheci foram me encantado e deste encanto decidimos montar uma clínica em Feira de Santana e na época só tinha um cirurgião plástico”, disse.

 


Tanto na história do cirurgião, como na literatura da medicina praticada em Feira de Santana, ficará registrada a passagem do doutor Cesar Kelly pelos diversos hospitais feirenses. “Todos. Desde a Santana Casa, Dom Pedro, Mater Dai, São Mateus, Emec, Clériston Andrade. Acredito que isso ajudou a fortalecer a nossa especialidade e a comunidade, que teve acesso a procedimentos que não eram feitos na época. Fui pioneiro em técnicas realizadas nos diversos hospitais”, lembrou.


O médico revela que, o que o conquistou em terras baianas, foi o comportamento das pessoas, o trato, como ele mesmo diz. “É muito especial e me impressionou por que naquela época só se falava em Salvador, com se fosse toda a Bahia. Mas em todo lugar que fui [cidades do interior do estado] encontrei pessoas fabulosas. Isso já me deixou muito feliz por este tipo de acolhimento, braços abertos”, comentou.


Não foi difícil para quem saiu de uma das maiores cidades da terra natal, adaptar-se a Feira de Santana, reconhecendo e pontuando as vantagens de estar na metrópole sertaneja. “Sendo uma cidade tão boa, Feira tem a caraterística de manter a coisa da cidade do interior, com muita coisa de cidade capital. Então familiarmente me permitiu criar minhas filhas de uma maneira mais tranquila”, disse. Casado, Cesar Kelly tem quatro filhas, sendo três baianas. Ele é casado há mais de 20 anos Valéria Marques. “A Bahia conheci acompanhando meus professores, o estado é apreciado pela parte turística, assim que terminei residência e surgiu a oportunidade de vir para cá, vim de olho fechado, talvez na ânsia de depois de alguns anos retornar para o meu país, mas Deus me privilegiou dando-me mais filhas e fincando minhas raízes aqui em Feira e foi um dos motivos de ter ficado mais aqui. A Colômbia melhorou muito, opero ocasionalmente lá, mas as raízes já estão aqui, não teria justificativa de voltar ao país”.


PROTEG


Seria pouco para Cesar Kelly ser um dos primeiros cirurgiões plásticos em Feira de Santana. O agradecimento a acolhida na cidade vem em forma de trabalho social e promoção da autoestima feminina. Cesar Kelly, desde 2010, assina o único programa no Brasil que trata cirurgicamente e sem custo, pacientes com mamas gigantes, ou gigantomastia, o Programa de Tratamento das Gigantomastias Extremas (Proteg).


“O programa já operou 240 pacientes com uma doença, que não era considera assim, imagina um peso que recaía nas costas destas mulheres, muitas delas impossibilitadas fisicamente, mas emocionalmente, como motivo de chacota”, disse o médico-cirurgião. “É uma característica da Bahia, que atribuo a afro-descendência e que infelizmente atinge também a população mais carente. Conseguimos conscientizar a Prefeitura, junto com Hospital da Mulher e algumas instituições hospitalares e o programa se estabeleceu institucionalmente e é reconhecido internacionalmente”, comentou.


Muito antes de se destacar no tratamento das mamas gigantes, em 2006, Cesar Kelly já se naturalizou brasileiro e em 2008 foi agraciado na Câmara de Vereadores, com o título de cidadão feirense e não parou por ai: em 2012, a Ordem Municipal do Mérito e em 2018, a Comenda Gastão Guimarães. “O país de nascimento está suas origens, mas meu coração é feirense, baiano, em qualquer lugar que vou dou palestras, conferências, reflito este sentimento. Merece chamar a atenção que o interior é muito rico”, pontuou.


Com 27 anos residindo em Feira de Santana, Cesar Kelly teve a oportunidade de acompanhar muitos fatos da história da cidade e do desenvolvimento feirense. Para o futuro, o médico de 58 anos, espera que Feira de Santana não perca suas tradições. “Uma característica fundamental é uma cidade que mantém as tradições do interior. É ambíguo, por que todo mundo quer progresso, eu quero progresso, mas que mantenha as tradições. As cidades são boas quando se consegue formar famílias. Se Feira permitir este contexto familiar, eu vejo um futuro muito grande. Eu vim para cá quando muitas ruas eram de terra, vi o progresso a nível estrutural, em saúde, queria que fosse melhor, mas confiamos que isso vá melhorando”, disse o médico.

FONTE: Da Redação
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