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Galeano: um artista latino-americano com coração feirense

Com a fundação do Centro Universitário de Cultura de Arte (CUCA) da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), o artista começaria a dar forma as suas vivências na América Latina, ainda como músico


18/09/2019 às 11:21h

Galeano: um artista latino-americano com coração feirense
Crédito: Hamurabi Dias/FE

Foi nos anos 80, com um diploma de Belas Artes nos braços e uma banda de música latino-americana, que Jorge Galeano partiu da Argentina para conhecer a América Latina. A música serviu de pretexto para o jovem com seus 25 anos mergulhar na cultura do continente. O grupo se dissolveu e Galeano escolheu a Bahia para fazer morada, nos primeiros anos ainda vivia como músico, em Salvador, mas as artes plásticas insistiam em pulsar nas veias no argentino.


As primeiras experimentações foram na indústria têxtil, trabalhando com serigrafia. Foi com esse ofício que em 1986, Galeano chegou em Feira de Santana. Ele se dividia entre a serigrafia e trabalhos para a Revista Panorama da Bahia, o jornal Feira Hoje, agências de publicidade, até chegar a TV Subaé, onde trabalhou com arte-finalização, em uma época em que os cenários eram feitos a mão, com aerógrafos. Chroma-key era uma realidade distante.


Apesar de ter nascido na pequena cidade de Villaguay, na província de Entre Ríos, em 1953, Galeano por muito tempo morou na capital Buenos Aires, onde estudou belas artes. Adaptado as grandes cidades, mas recém-chegado a Feira de Santana do final dos anos 80, o artista lembrou na Princesa do Sertão das origens. “Como sou do interior, sempre gostei de cidades do interior. Quando cheguei, Feira já era grande, mas mantinha esse ar de interior. Era fácil conviver aqui. Era seguro. Sempre me senti bem acolhido, protegido, como estrangeiro você precisa fazer vínculos que te dê certa segurança”, disse.

 

Jorge Galeano apresenta a obra "Sertões" | Crédito: Hamurabi Dias/FE


Mas seria na década de 90 que Galeano se redescobriria. Com a fundação do Centro Universitário de Cultura de Arte (CUCA) da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), o artista começaria a dar forma as suas vivências na América Latina, ainda como músico. “Nunca tinha pintado um quadro ou feito qualquer manifestação artística neste sentindo”, comentou. É da Oficina de Criação Artística (OCA), no subsolo da Galeria Arte Carlo Barbosa, que a arte de Galeano ganha sentido e é transmitida nas oficinas artísticas do CUCA. ”Viajei pela América Latina toda, fui colhendo as cores, o sentir, os pesares, as alegrias, as músicas, tradições da América Latina. Sou um artista latino-americano. Comecei a desenvolver um trabalho próprio em Feira de Santana. O primeiro quadro eu pintei foi em Feira e o curioso que fui premiado em um festival de arte que acontecia aqui na cidade, já comecei com o pé direito”, lembrou o artista que já foi premiado três vezes no Salão de Artes da Bahia. Na memória de Galeano são cerca de 2.000 obras catalogadas. Na OCA, que também é um ateliê, o artista divide espaço com um forno onde ele mesmo produz a cerâmica, outro suporte usado pelo artista, que depois ganha contornos e cores pelas mãos de Galeano.


De Feira de Santana que saíram as obras expostas em países como Suíça, Equador e na terra natal de Galeano, Argentina. Mas engana-se quem pensa que a arte do nosso personagem fica restrita as galerias de arte. Um olhar atento por Feira de Santana capta a arte do argentino-feirense em clínicas, galerias comerciais, muros. Feira de Santana para Jorge Galeano é uma cidade que permitiu viver seu estilo de vida, dentro do delicado mundo que habita todo artista. “Hoje vivo bem. Feira de Santana me deu essa possibilidade. Eu não sei o que teria acontecido se tivesse ficado em uma grande metrópole. Talvez melhor ou pior. Aqui eu sou referência”, confessa.


Hoje, com 66 anos, uma filha e dois netos, Galeano divide a rotina entre família e a arte com um hábito típico de quem vive no ritmo que escolheu. A sua inseparável bicicleta é parceira diária na distância de 10 km entre o bairro onde mora, no Panorama e o CUCA. O costume já e antigo e ele não se assusta em dividir espaço neste trânsito de metrópole de Feira de Santana com os demais veículos. É desta forma que Galeano percebe a cidade todos os dias e suas nuances. “É uma cidade imensa que precisa de educação. É uma cidade que é uma feira. Isso traz muito desequilíbrio social, a renda é mal distribuída. É o imediatismo de vender e comprar. Faço um trabalho social com crianças por que tenho que fazer alguma coisa no meu pequeno grão de areia”.

FONTE: Da Redação
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