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Escolas estaduais em Feira de Santana estão em situação de abandono

Reportagem do jornal Folha do Estado visitou algumas unidades de ensino


17/04/2019 às 10:37h

Escolas estaduais em Feira de Santana estão em situação de abandono
Crédito: Mário Sepúlveda/FE

Conforme os dias do calendário escolar vão passando, os problemas nas unidades de ensino estadual surgem e ganham visibilidade. Volta e meia há um protesto de estudantes cobrando do poder público uma solução para os diversos problemas que as unidades escolares apresentam. Quadra com ferros à mostra, mato tomando conta da unidade e atraindo animais peçonhentos, salas sem energia elétrica, falta de merenda, telhado despencando, cadeiras quebradas, banheiro com torneiras e descargas quebradas, e o pior quando faltam livros para os alunos estudarem. O amontanhado de livros novos abandonados em algumas unidades assustam qualquer pessoa que veja como os alunos estão estudando.


Na última sexta-feira (12) os estudantes do Colégio Estadual Uyara Portugal que fica no conjunto Fraternidade, bairro Tomba, realizaram uma manifestação de emergência para cobrar do estado uma solução. Segundo a estudante Lorena Brito, a manifestação foi organizada de forma improvisada por conta da emergência que os problemas apresentam. “Os alunos se juntaram porque viram que a situação da escola não está como manda o figurino e a gente precisa de melhorias, precisamos ser enxergados pelo governo. Organizamos essa manifestação de uma forma muito rápida, não nos preparamos para essa movimentação por que é uma reivindicação de urgência, a gente convocou a escola toda, e em menos de 30 minutos todo mundo topou, agora estamos esperando uma melhora”, relata.


A estudante reafirma que as reivindicações feitas vão desde manutenção da estrutura escolar até materiais indispensáveis para o ensino e aprendizado. “Cobramos do governo uma reforma na estrutura, os livros, as salas que não funcionam, a bagunça da quadra, o espaço só tem mato tem professor que prefere não trazer os alunos para a quadra por causa da estrutura, teve um colega meu que encontrou um escorpião na quadra, o Mais Educação não tem como ninguém entrar lá, no local tem tudo de ruim, mato, está tudo sujo, tem uma sala que queimou. Tem um pavilhão que a energia não funciona e nisso a gente fica sem ventilador. Queremos que o governo enxergue a gente, porque não temos espaço, queremos merenda e ventilador”, afirma Lorena.


Sobre as centenas de livros descartados de forma indevida que a equipe de reportagem flagrou, a estudante disse que o material é antigo e que a escola não pode disponibilizar. “Tem um código no livro que diz quais os anos que a gente pode usar, e nisso os livros ficam no prejuízo e nós também. Os livros novos que chegam são poucos, os que podem ser distribuídos é ofertado, os alunos que não conseguem pegar ficam sem”, menciona Lorena.


A gestora do colégio, Maria Solange, reconheceu que a quadra de esporte está em situação precária, no entanto disse que existe um projeto de requalificação da quadra e que o plano conta com área coberta, vestiário, quadra, banheiro, mas a verba ainda não foi disponibilizada. Sobre a sala que aglomera as centenas de livros “vencidos”, a diretora disse: “Temos uma parceria estabelecida com algumas cooperativas e já tomamos todas as providências, já constituímos a comissão para poder liberar para essas cooperativas, e eles já começaram a fazer esse recolhimento. Infelizmente sobraram esses livros e nós somos orientados a passar esse material de forma legal dentro do tramite às cooperativas, mas são livros antigos descontextualizados e fora da realidade”, argumenta.


Já sobre a quantidade de mato entorno da quadra a diretora disse que através de um mutirão feito por alunos e instituições, a limpeza é feita a cada 6 meses, mas que “quando chove em questão de 10 dias todo mato retorna”, relata Maria Solange.


Mesma situação no Colégio Estadual Paulo VI


A equipe de reportagem do Folha do Estado visitou na segunda-feira (15), o Colégio Estadual Paulo VI, que está localizado no bairro Aviário, e por lá foi constatado que a situação não é diferente do Colégio Estadual Uyara Portugal.


Com uma estrutura que há mais de 10 anos não recebe uma reforma, o colégio apresenta um emaranhado de fios que dá até medo de passar perto.


Segundo a diretora da escola, Ana Verena Rodrigues, a unidade já fez diversos ofícios para a Secretaria de Educação e o Tribunal de Contas já fez uma visita. “Já foi sinalizado que a nossa escola deveria passar por adequações físicas, isso aconteceu em 2011 e nós não conseguimos nada. A conta da água que vem muito alta, sabemos que é uma questão hidráulica. A luz também não fica atrás. Solicitamos, mas ainda estamos esperando. O retelhamento é outro ponto, pois quando chove temos grandes problemas”, conta. A unidade que conta com 17 salas, possui 1.108 alunos e a entrada da escola é a única saída para possíveis emergências. “Nunca tivemos a presença do corpo de bombeiros. Nós não temos extintores, nunca tivemos uma visita com esse propósito, a secretaria de educação sim, já nos fez várias visitas detectando os nossos problemas. Em caso de um sinistro, nós não temos saída a não ser conduzir os alunos para que eles possam evacuar da escola, apenas querer que o aluno saia, para garantir a segurança e a vida”, relata.


A equipe de reportagem procurou o comandante do Corpo de Bombeiros Militar para averiguar o porquê a unidade escolar nunca foi vistoriada, no entanto, a titular não estava no Batalhão e a assessoria se comprometeu em agendar, mas até o final dessa edição nenhuma resposta foi apresentada. 

FONTE: Da Redação
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