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Petroleiros questionam decisão do TST e fazem protestos

O movimento, que acontece em todo país, é também em solidariedade à greve dos caminhoneiros, que entrou no décimo dia


30/05/2018 às 03:45h

Petroleiros questionam decisão do TST e fazem protestos
Crédito: Reprodução

Os petroleiros deflagraram uma greve de 72 horas a partir de 0h desta quarta-feira, 30, um dia depois do Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerar o movimento ilegal. Foi estipulado uma multa diária de R$ 500 mil, em caso de descumprimento.

 

"Nós é que consideramos a decisão do TST ilegal e abusiva. A constituição é clara quando diz que são os trabalhadores que decidem quais as razões para entrar em greve. Não é o tribunal que decide a legalidade do movimento. Não reconhecemos essa decisão", afirma o diretor do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro), Raviovaldo Costa.

 

O movimento, que acontece em todo país, é também em solidariedade à greve dos caminhoneiros, que entrou no décimo dia. "Eles (os caminhoneiros) começaram reivindicando o preço abusivo do diesel. Agora, nós estamos reivindicações pautas como o fim da nova política de preço dos combustíveis, que foi instituída com a nova gestão da Petrobras de Pedro Parente", completa o diretor.

 

Costa explica que essa política dos preços é ajustada de acordo com os diversos fatores internacionais. "Essa política atende apenas aos interesses de petroleiras, grandes multinacionais, além de favorecer à privatização da Petrobras, que é a maior empresa do país", afirma.

 

Outros eixos do movimento são a redução dos preços do gás de cozinha, o fim das importações de derivados de petróleo e a demissão do atual gestor da petrolífera, Pedro Parente. "Nossa greve é corporativa. Pedimos o fim de qualquer processo que esteja em curso para a privatização da Petrobras". diz.

 

Produção

 

Ainda conforme o dirigente, o ato que termina nesta sexta-feira, 1º, não vai afetar a produção nas refinarias. A categoria deverá retomar às atividades neste sábado, 2. São 4.200 petroleiros concursados e 10 mil terceirizados na Bahia que operam em turnos.

 

"Nossa greve é ordeira. Não vamos parar atividades, porém é uma advertência. Caso nossas pautas não sejam atendidas, iremos fazer reuniões e parar por completo", informa.

 

Os trabalhadores estão reunidos na Refinaria Landulpho Alves, em São Francisco do Conde, na Transpetro, em Candeias, e Camaçari, além da sede da empresa em Salvador, localizada no Itaigara.

 

Por meio de um comunicado oficial, a Petrobras informou que foram registradas na manhã desta quarta paralisações pontuais em algumas unidades operacionais do país e que equipes de contingência atuam onde necessário. A empresa também confirmou que não há impacto na produção.

 

Comunicado

 

Por meio de um comunicado oficial, a Petrobras informou que foram registradas, na manhã desta quarta, paralisações pontuais em algumas unidades operacionais do país e que equipes de contingência atuam onde é necessário. A empresa confirmou que não há impacto na produção.

FONTE: A Tarde Online
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