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Aumentam números de casos de leishmaniose em Feira

Até a tarde de quarta-feira (16), o Núcleo Regional de Saúde (NRS) não havia sido notificado sobre o caso


17/05/2018 às 11:26h

Aumentam números de casos de leishmaniose em Feira
Crédito: Gleidson Santos/FE

Feira de Santana registra o 9° caso de leishmaniose em 2018. Um morador do conjunto Fraternidade, que não teve a identidade revelada foi diagnosticado com Leishmaniose visceral. O paciente estava internado desde a última quinta-feira (10), na policlínica do Bairro Tomba e foi transferido na tarde da última quarta-feira (16), para o Hospital Geral Clériston Andrade.


 “A situação do paciente é estável. Ele deu entrada aqui com a suspeita de dengue, mas ficou em observação. Exames posteriores confirmaram que ele está com Leishmaniose visceral. Ele precisava de uma avaliação de um infectologista urgente, pois estava com os leucócitos baixos, imunidade baixa, abdômen distendido, mas a situação dele é estável, nada alarmante. Além disso, ele já foi regulado para o Clériston Andrade e dará continuidade ao tratamento”, afirmou o diretor da unidade, José Pires Leal.


De acordo com o Coordenador do Núcleo Regional de Saúde (NRS) - Centro Leste, Edy Gomes, até a tarde de quarta-feira (16), o núcleo não havia sido notificado sobre o caso. “Até o momento a notificação não foi encaminhada ao núcleo. Temos um relatório do paciente, o registro ainda não foi feito porque dependemos da notificação que ainda não foi encaminhada”, disse.


Além deste caso, no dia 10 de abril, um morador do Campo Limpo morreu vítima da doença. O paciente possuía a doença há seis meses e demorou a procurar atendimento, o que pode ter agravado o caso. Ele foi levado por familiares para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Mangabeira, com estágio avançado, mas teve o pedido de regulação estadual negado e morreu no dia seguinte à solicitação.


Apesar deste ser o nono caso no município o coordenador Edy Gomes tranquilizou a população sobre um possível surto. “Ainda não podemos considerar que existe um surto. Houve sim um aumento do número de casos, mas não é uma situação que deva ser considerada um surto. O município deve desenvolver ações com a equipe da Vigilância Epidemiológica para controlar esse aumento”, disse.


Após a morte do morador do Campo Limpo, a Vigilância Epidemiológica iniciou um trabalho intensivo de combate aos vetores da doença e afirmou que o bairro seria alvo destas ações pelos próximos dois anos.


A doença


De acordo com o site do Ministério da Saúde, a leishmaniose visceral é uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico e, se não tratada, pode levar a óbito até 90% dos casos. É transmitida ao homem pela picada de fêmeas do inseto vetor infectado o flebótomo (também conhecido como mosquito palha).


No Brasil, a principal espécie responsável pela transmissão é a Lutzomyia longipalpis. Raposas (Lycalopex vetulus e Cerdocyonthous) e marsupiais (Didelphis albiventris) têm sido apontados como reservatórios silvestres. No ambiente urbano, os cães são a principal fonte de infecção para o vetor.


Os sintomas


Os sintomas da leishmaniose visceral são febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular, anemia e outras manifestações como sangramento.


O transmissor


Conhecidos popularmente como mosquito palha, estes insetos são pequenos e têm como características a coloração amarelada ou de cor palha e, em posição de repouso, suas asas permanecem eretas e semiabertas. A transmissão acontece quando fêmeas infectadas picam cães ou outros animais infectados, e depois picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi.


Prevenção


A prevenção ocorre por meio do combate ao inseto transmissor. A população tem papel importante nesse combate realizando a higiene ambiental. Entre as ações realizadas estão: limpeza periódica dos quintais, retirada da matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo, locais onde os mosquitos se desenvolvem); destino adequado do lixo orgânico, a fim de impedir o desenvolvimento das larvas dos mosquitos; limpeza dos abrigos de animais domésticos, além da manutenção de animais domésticos distantes do domicílio, especialmente durante a noite, a fim de reduzir a atração dos flebotomíneos para dentro do domicílio. Uso de inseticida (aplicado nas paredes de domicílios e abrigos de animais).

FONTE: Da Redação
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