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Documentário mostra bastidores do impeachment

Documentário é dirigido por Maria Augusta Ramos, que filmou tudo nos seis meses que antecederam o afastamento da ex-presidente


17/05/2018 às 07:23h

Documentário mostra bastidores do impeachment
Crédito: Reprodução

É característica fundamental do documentário observar a história e, através da voz autoral de cada cineasta, suas escolhas de forma e conteúdo, apresentar um ponto de vista, uma perspectiva sobre determinados eventos.

 

O impeachment de Dilma Rousseff foi um momento transformador dentro de uma série de crises que ocorreram e seguem afetando o Brasil, e o filme "O processo", de Maria Augusta Ramos, analisa os bastidores dos últimos dias de Dilma na presidência.

 

O documentário, que entra na próxima quinta-feira (17) em cartaz no Cinema São Luiz, nasceu da vontade da diretora observar de perto a história brasileira ser escrita, ao vivo, com as câmeras apontadas para personagens centrais nesse processo.

 

"Senti necessidade urgente de retratar o processo do impeachment", diz Maria, diante dos eventos que iniciaram a retirada de Dilma, em 2016. "Depois da votação na Câmara dos Deputados, ficou claro para mim que deveria tentar entender esse processo político através desse filme", explica a diretora.

 

O documentário começa justamente na Câmara, mostrando deputados votando no que seria a abertura do processo de impeachment. A cada voto, a montagem alterna a reação das duas multidões do lado de fora, que torciam contra e a favor de Dilma.

 

"Muito do que eu tinha filmado na Câmara dos Deputados eu não usei. Deixei restrito ao prólogo. A gente foi construindo o filme através das reuniões das comissões. Tentando entender quais eram as acusações contra a presidente. Foi isso que norteou o processo de edição", argumenta Maria.

 

A diretora gravou mais de 450 horas, entre cenas de bastidores e debates intensos - não há entrevistas.

 

"É algo que envolve escolhas constantes", diz. "Foi um processo difícil porque as comissões duravam horas e horas. Terminavam de duas ou três da manhã. E era necessário filmar tudo. Então foi um processo difícil, mas necessário, porque a gente não podia prever o que ia acontecer. E como consequência disso a edição foi mais demorada, pois era necessário rever todo material", destaca.

 

O filme está estruturado de forma a acompanhar com maior ênfase José Eduardo Cardozo, que fez a defesa de Dilma, Gleisi Hoffmann e Lindberg Farias, pelo lado do PT, e Janaína Paschoal, advogada e uma das autoras da denúncia que abriu o processo de impeachment. É através da rotina, dos discursos e das reuniões que envolvem essas pessoas que a narrativa do documentário avança.

 

O título é uma forma de interpretar os eventos do filme: assim como o livro homônimo de Franz Kafka, o documentário parece indicar, de maneira detalhada e objetiva, que as acusações contra a ex-presidente parecem não ter o peso da consequência.

 

"Convido as pessoas a irem ao cinema e refletirem sobre esse processo de impeachment. O livro de Kafka foi a razão pela qual escolhi o título, mas essa escolha envolve vários elementos. Não gostaria de resumir o filme a uma simples frase. São várias razões, formais, de conteúdo, que nortearam essa decisão", comenta.

 

Em uma época de debates acirrados, superando os limites da política e indicando conflitos cada vez mais intensos, Maria ressalta o caráter sério de seu documentário.

 

"A proposta do documentário é retratar esse processo que aconteceu naquele determinado momento. Fiz isso da melhor maneira possível, tendo compromisso com a ética e a verdade, deixando claro que essa é minha visão pessoal, enquanto diretora. O filme não é 'a realidade', é a representação parcial, mas que tem sim compromisso com a verdade, com a ética. A proposta do meu filme é a reflexão", ressalta. 

 

FONTE: Folha PE
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