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Mulheres que denunciaram agressão ameaçadas

Bloco As Muquiranas no Carnaval. Mulheres dizem que alguns integrantes cometeram excessos contra elas


19/02/2018 às 07:16h

Mulheres que denunciaram agressão ameaçadas
Crédito: Reprodução

Mulheres que denunciaram agressões por parte dos associados do bloco As Muquiranas nas redes sociais afirmaram ter recebido ameaças anônimas por supostos integrantes da agremiação.

 

Em mensagens privadas, tais foliões se identificaram como policiais e ordenaram que a campanha, promovida com a hashtag #CarnavalSemMuquiranas, difundida nos últimos dias na internet, seja encerrada.

 

Uma empresária, que não quis ser identificada com medo de represálias, disse ter recebido cerca de 10 mensagens ofensivas após ter postado no Facebook o relato da agressão que sofreu na segunda-feira de Carnaval (12), enquanto passava pelo Campo Grande.

 

Segundo ela, durante a passagem do bloco, um grupo de quatro homens, munidos com armas de água, disparou jatos em sua direção. Ao tentar se esconder, eles a agrediram verbalmente com palavrões e a empurraram contra uma estrutura de arquibancada.

 

“Eu estava sozinha, ia encontrar com alguns amigos na avenida. Após ter sido perseguida, fiquei tão assustada que voltei para casa, abalada com tamanha agressividade”, contou. Momentos depois da postagem, mensagens ameaçadoras surgiram na caixa de entrada da empresária.

 

“Em poucos minutos, recebi mensagens de homens que eu não conheço dizendo que eu deveria ficar calada porque ele era policial e poderia me fazer mal”, disse.

 

A empresária e outras mulheres, que também disseram ter sido agredidas, pretendem reunir relatos e ameaças para entrar com uma ação junto ao Ministério Público da Bahia (MP-BA). Com a judicialização do caso, elas pretendem que o bloco identifique os agressores e tome providências contra este tipo de ocorrência.

 

“O problema não está na arma de água, mas na forma como elas são utilizadas. O problema não é a fantasia de mulher, mas a forma hostil com que eles tratam a figura feminina. Não vamos nos calar. O Carnaval não pode ser pretexto para praticar o desrespeito contra qualquer pessoa”, disse uma outra mulher, que também optou por não ser identificada pela reportagem.

 

Assim como a empresária, esta outra mulher afirmou, inclusive, ter sido agredida fisicamente. “Eu virei de costas quando eles ameaçaram me molhar. Quando já tinham molhado as minhas costas, eles bateram com força em mim”, contou.

 

Nota

 

Por meio de nota, a assessoria de comunicação do bloco As Muquiranas informou que as pistolas com água, utilizadas pelos foliões durante o Carnaval, não são oferecidas como parte da fantasia. O bloco informa que orienta os associados a não usarem tais brinquedos.

 

Ainda de acordo com a assessoria, os associados são obrigados a assinar um termo de adesão ao adquirir a fantasia do bloco. O documento, segundo a agremiação, estabelece que o folião deve ser responsabilizado individualmente por atos praticados contra terceiros durante o desfile. “As Muquiranas não apoia e nunca vai aceitar qualquer tipo de agressão”, informou a assessoria do bloco, em nota.

 

A campanha #CarnavalSemMuquiranas ganhou força na última terça-feira, quando uma fotógrafa e uma jornalista, que estavam trabalhando na festa, publicaram, nas redes sociais, um texto relatando assédio sofrido por foliões do bloco. Na ocasião, a máquina fotográfica de uma delas quase foi danificada por conta dos jatos de água disparados pelos foliões.

FONTE: A Tarde Online
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