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Reforma Protestante e os desdobramentos no Brasil

O Seminário acontece nos dias 25 e 26 deste mês, no módulo 7 e vai reunir pesquisadores das diversas ramificações do protestantismo


16/10/2017 às 03:41h

Reforma Protestante e os desdobramentos no Brasil
Crédito: Divulgação

Consolidada como uma das instituições de ensino superior mais importantes do Norte-Nordeste do País, a Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS - vai trazer para mesa de discussões a Reforma Protestante, movimento religioso, liderado pelo monge alemão Martinho Lutero (1483 -1546), que eclodiu no século XVI e que teve como objetivo reformar a prática de fé por meio do retorno às Escrituras.

 

O evento, que será realizado nos dias 25 e 26 deste mês, no auditório do módulo 7, foi batizado de “Seminário 500 anos da Reforma Protestante e seus desdobramentos no Brasil”, cinco dias antes do 31 de outubro, data em que Lutero fixou suas 95 teses em Wittenberg contestando a doutrina vigente e resgatando o cristianismo bíblico.

 

Abordar a influência da Reforma e seus desdobramentos no solo brasileiro, sobretudo em Feira de Santana e em outras cidades da Bahia, é uma oportunidade impar que a Uefs está dando para que ocorra um reencontro com os cincos princípios que motivaram a revolução luterana: “Sola Scriptura” (Só as Escrituras); “Sola gratia” (Só a graça); “Sola Fide” (Só a fé) e “Solus Christus” (Só Cristo)”. É fundamental que este retorno ao Cristianismo primitivo ocorra com uma certa urgência já que o contexto de degradação moral e superstição religiosa que enfrentamos atualmente é similar ao de Lutero, na Alemanha de sua época.

 

Em virtude disto, o tema é de profundo interesse, não apenas da comunidade acadêmica e científica, mas também de toda a sociedade, sobretudo daqueles que professam a mesma fé que Lutero e lutam contra o sistema corrupto e imoral que tenta transformar as verdades bíblicas em fábulas banais. Pastores, padres, teólogos, crentes (ortodoxos e/ou liberais) e até mesmo ateus precisam sentar à mesa com o olhar limpo para dialogar sobre esta importante temática que afeta a vida de milhões de brasileiros.

 

De acordo com levantamento realizado em dezembro do ano passado, pelo instituto Datafolha, o número de protestantes na nação verde e amarela corresponde 29% da população, o número, expressivo, bate sete pontos percentuais a mais do que o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isto significa dizer que os protestantes no País não param de crescer e já somam mais de 43 milhões.

 

A maioria destes, poderiam nem estar vivos hoje. Muitos viviam de forma degradante, jogados no submundo do tráfico de drogas e da miséria; outros tantos eram considerados estercos da sociedade, não frequentam escolas, vivam em conflitos domésticos constantes, não tinham prestigio algum e experimentavam as dores da marginalização. No entanto, depois que começaram a seguir os princípios da Reforma, suas vidas nunca mais foram as mesmas.

 

Por que é importante lembrar?

 

As Escrituras registram que essa transformação só é possível porque o espírito do Senhor DEUS está sobre cada um deles; porque o SENHOR os ungiu, para pregar boas novas aos mansos; restaurar os contritos de coração, proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado” (Isaías 61:1,2).

 

É este o trabalho desenvolvido por protestantes em todas as partes do Brasil e do mundo. Talvez seja por isso que um articulista de uma revista tendenciosa chamou-nos de “gente incômoda”. Incomodamos porque assim como Lutero, lutamos para que todos cheguem ao pleno conhecimento da Verdade.

 

Vale a pena participar desse seminário que será realizado pelo Núcleo de Pesquisa da Religião – CPR – vinculado ao Departamento de Ciências Humanas e Filosofia da Uefs (liderado pela professora doutora Elizete da Silva) em parceria do Colegiado de História da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB – e com o curso de Pós-Graduação em História da UFBA – Universidade Federal da Bahia.  

FONTE: Da Redação
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