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Dia de força e luta, por Virna Jandiroba

Há 30 anos atrás soaria como piada a participação de mulheres no MMA (Artes Marciais Mistas)


08/03/2017 às 09:27h

Dia de força e luta, por Virna Jandiroba
Crédito: Acervo pessoal

O dia 8 de março é um dia representativo para as mulheres, já que é um sinônimo de resistência e luta por igualdade de gênero. Nós mulheres ainda estamos muitos passos atrás, quando o assunto é igualdade, somos desiguais quanto aos salários que recebemos, quanto às oportunidades que temos, quanto à valorização do que criamos e ao poder de nossas vozes. Se for importante apontar para o que ainda nos oprime, é fundamental perceber todas as conquistas que obtivemos devido à luta de outras mulheres. Atividades que hoje executamos, profissões que hoje exercemos só foram possíveis devido a muitas mobilizações, mortes e rechaçamento de tantas mulheres, o direito ao voto, o direito a praticar esportes e participar de competições estão dentre essas conquistas.


Há 30 anos atrás soaria como piada a participação de mulheres no MMA (Artes Marciais Mistas), muitos classificavam a luta como extremamente masculina, não havia espaço para mulheres, hoje essa realidade vem sendo mudada, graças a muitas lutadoras que decidiram enfrentar o preconceito e ocuparem um espaço que é também nosso.

 

Atualmente vemos mulheres protagonizando as principais lutas da noite, tomando como referência o maior evento do mundo (UFC), a exemplo de Ronda x Bethe Correia no UFC 190. O exemplo da luta tem como ponto de partida a minha pratica pessoal, mas se ampara nas condições objetivas que estamos inseridos.


 A adesão das práticas das lutas pelas mulheres é importante por que precisamos de representações femininas também no mundo da luta, mas não apenas por isso, o Brasil encabeça a lista de países que mais cometem violência contra as mulheres, segundo a (Fundação Perseu Abramo SESC, 2010) cinco mulheres são espancadas a cada 2 minutos no país, dessa forma a aproximação das lutas pode ser aliada no processo de empoderamento das mulheres. Utilizo o termo “aliada”, pois acredito que o processo de busca de igualdade entre homens e mulheres, não se resumem a mecanismos de defesa e ataque aprendidos na luta.


Quando fui convidada a escrever um texto sobre e em homenagem às mulheres, não pestanejei em falar de luta, mas não apenas dessas que pratico dentro dos dojôs e octógonos, mas das resistências diárias, das desconstruções e ocupações cotidianas. Que neste 8 de março estejamos para além dos discursos de fragilidade, que possamos olhar para história e lembrar da força de tantas mulheres que tornou possível nossas práticas e que sejamos mulheres que assegurarão tantos outros direitos e conquistas as que virão.

 

Virna Jandiroba é atleta de MMA,


Baiana


Licenciada em Educação Física pela UEFS 

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