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Mulher perde a guarda do filho por desobediência ao ex-marido

"Os policiais só me perguntavam por que eu não obedecia o meu marido. Era óbvio que ninguém estava ouvindo nada do eu dizia"


30/08/2015 às 06:04h

Mulher perde a guarda do filho por desobediência ao ex-marido
Reprodução

Afsana Lachaux é britânica. E, em 2008, ela conheceu o francês Bruno Lachaux. Os dois se casaram e escolherem Dubai, nos Emirados Árabes, para recomeçarem a vida. Juntos, eles tiveram um filho, Louis, que atualmente tem 5 anos. Em 2011, o casamento começou a ruir. De acordo com Afsana, o marido tinha comportamentos violentos.


Prestes a se separar, ela foi surpreendida com a chegada da polícia em sua casa. O marido fez uma denúncia na qual disse que foi atacado por ela. Na delegacia, ela negou a acusação, no entanto, sua versão não tinha valor. "Os policiais só me perguntavam por que eu não obedecia o meu marido. Era óbvio que ninguém estava ouvindo nada do eu dizia", contou Asfana.


A separação dos dois foi julgada sob os termos da Sharia, que é uma espécia de lei religiosa islâmica. Em várias sociedades islâmicas não há separação entre religião e direito. Pelo ponto de vista da doutrina, a mulher é tida como propriedade do marido e ele é o guardião legal dos filhos do casal.


Durante o processo, Afsana saiu de casa com o filho. A situação só piorou. Ela foi acusada de sequestro. Em uma audiência, os juizes de Dubai ignoraram as alegações dela sobre o comportamento de Bruno e levaram em consideração apenas que ela não obedecia ao marido. Baseando nisso, eles retiraram a guarda de Louis dela. Afsana não vê a criança há dois anos.


De acordo com o Daily Mail, o caso dela levou o Ministério das Relações Exteriores a emitir um aviso para mulheres britânicas que vivem nos Emirados Árabes. O alerta diz que no caso de ruptura do casamento, elas terão que enfrentar o processo sob a lei da Sharia, independentemente de sua religião ou nacionalidade.


Com mais de 40 anos na época do nascimento de Louis, Afsana acreditou que o casamento com Bruno era uma segunda chance para ser feliz. Mas o pouco tempo de convívio logo mostrou que algo estava errado. "Bruno passou a controlar todas as finanças.

 

Ele era crítico comigo porque eu não conseguia amamentar. O acesso à internet era restrito em nossa casa. Nós tínhamos muitas discussões. Ele sempre fazia questão de me lembrar que a gente vivia em um país islâmico em que a palavra do homem era lei", disse a mulher.


Ela foi aconselhada pelos advogados a deixar Dubai. No ano passado, ela voltou para o seu país de origem. A mulher começou, então, uma campanha para conseguir a custódia de seu filho. Nas redes sociais, ela posta vídeos para o filho explicando o motivo que os separou. Tudo na esperança de que ele um dia a procure. "Minha única esperança é que, quando ele faça 18, ele venha me procurar", disse Afsana.

FONTE: EXTRA
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