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Acidentes no trabalho podem ser evitados

Quem trabalha sem proteção corre muito mais risco de sofrer acidentes de trabalho


12/07/2012 às 09:56h

Acidentes no trabalho podem ser evitados
Crédito: Guilherme Andriani/Folha do Estado

A conscientização e a formação dos trabalhadores no local de trabalho são a melhor forma de prevenir acidentes, a que acresce a aplicação de todas as medidas de segurança coletiva e individual, inerentes às atividades desenvolvidas. Os custos dos acidentes de trabalho, para os trabalhadores acidentados e para as empresas, são elevadíssimos.

 

Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. No Brasil, a Legislação de Segurança do Trabalho, Portaria 3.214/78, compõe-se de normas regulamentadoras, leis complementares, portarias e decretos. Segundo odiretor de Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho (Fenatest), Antônio Sérgio Aras,prevenir, quer na perspectiva do trabalhador quer na do empregador, é a melhor forma de evitar que os acidentes aconteçam.

 

“O Ministério do Trabalho no Brasil possui uma legislação bastante ampla, com trinta e cinco normas regulamentadoras que devem ser observadas tanto pelos trabalhadores, quanto pelas empresas. A Norma 18, (Meio ambiente e Trabalho da indústria da Construção), possui dispositivos voltados à prevenção de acidentes no ambiente de trabalho destinado a construção, reparo, reforma e todas as atividades ligadas à engenharia civil”, explica o diretor da Fenatest.

 

Ele também conta que as principais causas de acidentes são devido às empresas e os trabalhadores não seguirem as regras de segurança e não utilizarem os dispositivos de segurança, ou utilizá-los de forma inadequada.

 

“O empregador tem que selecionar adequadamente seus trabalhadores, treiná-los e mantê-los no exercício de suas atividades sob vigilância. Eles têm que estar orientados por um mestre de obras ou de um coordenador. Além disso, o trabalhador deve receber de forma gratuita os equipamentos de proteção individual e as informações de como usá-los corretamente”.

 

Proteção

 

De acordo com normas, as empresas que realizam obras têm que tomar medidas necessárias para proteção tanto dos trabalhadores quanto para com terceiros. “É obrigatório que haja meios de proteção contra queda, sinalização relativa ao trânsito não interno e externo da obra. Em cada andar de uma construção onde estão sendo realizadas as atividades deve haver bandejas feitas de madeiras, horizontais ao piso para, no caso de um trabalhador estiver trabalhando próximo à fachada e este deixar algum objeto cair, que cai na bandeja. Além disso, é necessário o uso de telas”, disse Sérgio Aras.

 

EXEMPLO

 

No último dia 03, o revisor Paulo Rabelo, 37, foi vítima de uma imprudência cometida por trabalhadores de uma obra. “Passava das 20 horas e eu saía de meu trabalho para o ponto de ônibus, seguindo o mesmo trajeto de sempre. Na Avenida Getulio Vargas, na calçada em frente à fachada da Galeria Carmac, havia um desses papa-entulho. Como não havia qualquer sinalização nem um operário junto ao contêiner e havia o trânsito na pista, passei pela calçada e fui atingido na testa por pedaços pequenos de entulho que fora lançado de uma obra que está acontecendo no segundo andar do prédio”, disse o revisor.

 

Ele também conta que tentou se comunicar com os operários que trabalhavam na obra e que o homem que lançara o balde de entulho vez em quando aparecia na janela do segundo andar para lançar mais restos de obra. “Ele simplesmente ignorou o fato de eu estar ali embaixo, sangrando”, disse.

 

“Devo ter ficado naquela calçada alguns minutos, mas, quando vi que ninguém desceria para me prestar socorro, resolvi passar no módulo policial próximo ao local, no Paço Municipal. , os plantonistas anotaram meus dados e o horário em que conversei com eles e fui orientado a procurar imediatamente uma policlínica e depois a 1ª Delegacia de Polícia para registrar queixa. Fui para a Policlínica do Feira X e de para a 1ª DP, mas à noite eles atendem casos de flagrantes e fiquei para prestar a queixa noutro dia”, relatou.

 

Ainda de acordo com Paulo, no último dia 08 ele esteve na administração da galeria à procura de informações sobre o responsável pela obra. “Só consegui o prenome do mestre de obras, Antônio. Ainda conversei com ele, que chegou a perguntar se eu tinha testemunha. Achei um absurdo o fato de sofrer pela imprudência deles e ainda ter que ouvir uma coisa dessas”, disse Rabelo, que revelou a intenção de levar a questão à Justiça.

 

“Sofri pelo descaso, pelas horas em que me encontrei sozinho numa policlínica lotada e por terem duvidado de minha palavra. Sem contar que, se fosse atingido por um pedaço de concreto maior, nem sei se estaria agora contando esta história”, finalizou.

 

De acordo com o diretor Sérgio Aras, a obrigação de indenizar é de responsabilidade civil e criminal do empreendedor, sendo ele individual ou uma grande empresa, quando surgem danos gerados pela sua conduta.“A pessoa que sofreu o acidente pode buscar na Defensoria Pública a responsabilidade civil e criminal. Ela se divide em duas partes: Na civil, a pessoa atingida vai valorizar o dano que lhe foi causado economicamente (exemplo de estar indo ao trabalho, concurso, etc.), e o criminal pode impor àquele que deu causa até pena de prisão por ter provocado lesão a terceiros”, explicou.

 

Confira a cobertura completa na edição de hoje (12) do Jornal Folha do Estado

FONTE: Da Redação
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