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Delegacia de Amargosa começa a ser reconstruída

Os técnicos da Conder já estão no local para fazer a avaliação da estrutura do imóvel


19/07/2014 às 10:25h

Delegacia de Amargosa começa a ser reconstruída
Crédito: Reprodução

A delegacia da cidade de Amargosa, destruída durante revolta da população, que iniciou depois que uma criança morreu a tiros durante ação policial, na última quarta-feira (16), já começou a ser reconstruída. Segundo a polícia, após os ataques realizados no município, o imóvel corre risco de desabar.


De acordo com a assessoria da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), órgão responsável pelas obras, no momento está sendo feita a retirada dos entulhos. Os técnicos da Conder já estão no local para fazer a avaliação da estrutura do imóvel.


Ainda segundo a assessoria do órgão, não há uma data definida para a entrega das obras.


A Polícia Civil informou que dos 14 presos que foram libertados durante a revolta, oito já estão novamente sob custódia. A assessoria da instituição destaca que quatro foram recapturados e quatro se entregaram.


Foi informado também que a Corregedoria deve permanecer mais uma semana em Amargosa, dando continuidade às investigações do caso.


Rotina


Aos poucos a população de Amargosa tenta voltar à rotina após a onda de ataques.


Nesta sexta-feira (18), a Secretaria de Educação da cidade informou que as escolas estão abertas desde as 7h para seguir o cronograma normal de aulas. "Nós só não podemos garantir a frequência normal dos alunos, mas as escolas irão funcionar normalmente", disse uma das funcionárias do órgão.


No comércio, o clima também parece caminhar para a normalidade. Segundo João dos Reis, funcionário de uma das padarias do centro do município, as pessoas já voltam a ocupar as ruas. "Ainda tem aquele clima, com um pouco de tensão, mas hoje abrimos normal às 6h e as pessoas já estão comprando pão, indo para o trabalho cedo, como em dia normal", comentou. Segundo ele, apesar da abertura das escolas, poucos estudantes foram vistos no início da manhã desta sexta-feira pelas ruas da cidade.


Efetivo policial


O efetivo de policiais militares saiu de 43 para 143 homens no município depois da revolta. De acordo com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública, o reforço só retornará aos seus postos originais depois que a ordem for restaurada na região, e acrescenta que, após a situação se normalizar, 16 novos policiais militares e seis policiais civis incrementarão o efetivo permanente da cidade.


Na quinta-feira (17), o policial civil suspeito de atirar e matar a criança prestou depoimento na Corregedoria da Polícia Civil, em Salvador. O policial militar que estava com ele durante a ação também foi ouvido pela delegada Andreia Cardoso. Ele nega ter atirado na criança e a Polícia Civil informa que só a perícia vai poder constatar a origem do disparo.


O suspeito informou que perseguia um homicida foragido da Justiça. Ele relatou que, antes, recebeu um telefonema que denunciava a presença do traficante "Bolacha" no bairro Catiara.


Segundo a Polícia Civil, a denúncia recebida informava que o traficante estava desmontando uma motocicleta furtada do Fórum da cidade. Ao se dirigir ao local, a equipe policial teria visto o traficante, de prenome Ricardo, acompanhado de dois homens. O policial informou que ele escondia uma arma sob a camisa e reagiu à abordagem atirando.


O policial afirmou que atirou duas vezes em direção ao suspeito em via pública, negando ter disparado dentro da casa ou no quintal. Afirmou que o traficante entrou na casa e que uma mulher já saía de um dos cômodos com uma criança ferida nas mãos. O policial alega ainda que socorreu a criança.


A versão é contrária aos relatos dos familiares e dos moradores, que negaram ter tido troca de tiro, apontando a ocorrência de apenas três disparos. O pai da criança, Luis Carlos Silva, de 22 anos, disse que uma pessoa entrou na casa e um padeiro disse que essa pessoa era ele. Familiares confirmaram que os policiais prestaram socorro, mas depois de insistência. "Eles só deram socorro e levaram minha filha para o hospital porque a população chegou em cima", disse o pai.


A assessoria da Polícia Civil informa que o relato do investigador vai ser apurado e que só a perícia vai confirmar a origem do disparo que matou a criança. O enterro aconteceu durante a tarde da última quinta e foi acompanhado por grande número de pessoas.


O secretário da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), Maurício Barbosa, se reuniu com diversas autoridades na tarde desta quinta-feira. Entre elas, a prefeita Karina Silva.


"A verdade vai ter que aparecer. A verdade que os policiais estão dizendo ou a verdade que as pessoas que testemunharam o fato venham a dizer. Tudo leva a crer que, de fato, o que houve, se não foi um acidente, foi imprudência, uma imperícia. Houve o dolo de matar a criança, houve a vontade explícita? Nós temos que apurar isso tudo para que uma injustiça não leve a uma outra", relatou o secretário.


Sofrimento da família


Muito abalado e amparado por amigos, o comerciante Luis Carlos Silva, de 22 anos, chegou por volta das 15h para o velório da única filha, de apenas um ano e um mês.


A menina foi baleada na cabeça no momento em que estava no colo do pai, no sofá. "Estava com minha filha no braço, vendo televisão, ela me dando beijo, quandos os dois policiais entraram e atiraram. Ela foi baleada no meu colo. Eles nem ligaram para dar socorro, mandaram eu ir para a desgraça", disse.


Ele conta que os dois policiais entraram na casa e tentaram balear um homem, que teria fugido e invadido a residência momentos antes. "Ela morreu no hospital mesmo", disse. O crime também foi presenciado pela mãe de criação, que disse que tentou conversar com os dois policiais. "Eles viram minha sobrinha atingida e disseram que estavam acostumados com isso", afirma Letícia santos, tia da criança.

FONTE: G1 BA
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