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Fábrica fecha na Bahia e demite 180 funcionários

A fábrica Frutaki, especializada na produção de sucos de frutas, encerrou suas atividades, alegando dificuldades financeiras para continuar operando no município


06/07/2014 às 09:07h

A cidade de Nova Soure perdeu um importante sustentáculo de sua economia, na última quinta-feira (3). A fábrica Frutaki, especializada na produção de sucos de frutas, encerrou suas atividades, alegando dificuldades financeiras para continuar operando no município, que fica na microrregião de Ribeira do Pombal, no Nordeste baiano.


Segundo o Sindicato de Trabalhadores das Indústrias de Bebidas (Sindibeb), o principal fator que levou ao término das atividades foi a falta de incentivos fiscais que barateasse o custo de operação da fábrica. Com o fechamento, aproximadamente 180 operários foram automaticamente desligados da empresa.


“Eles nos informaram que procuraram o Desenbahia em busca de empréstimo e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para tentar processar frutas do órgão, mas não conseguiram apoio”, explicou o presidente do Sindibeb, Roberto Santanna.


O sindicalista também afirmou que a Conab leva as frutas produzidas no semiárido para processar em Sergipe, pagando 2% de Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) quando poderia fazer essa mesma função na Bahia, tendo gasto menor.


O problema mais grave neste momento diz respeito justamente ao pagamento das rescisões. “A direção da empresa nos falou que não tem recursos para pagar todas as rescisões imediatamente. Isso é o preocupante, visto que boa parte desses ex-funcionários depende desse dinheiro”, explicou Santanna, que adiantou medidas a serem tomadas esta semana.


“Nesta segunda-feira, nossa assessoria jurídica dará entrada no Ministério Público do Trabalho com uma petição judicial, onde pediremos medidas urgentes que visem, principalmente, o pagamento dessas rescisões”, adiantou o sindicalista.

 

Durante esta semana, o sindicato também deve procurar a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Mineração, buscando alternativas que possam levar novos investimentos para a cidade.



FÁBRICA EXEMPLAR


Ainda que as medidas rigorosas precisem ser tomadas para assegurar o direito do trabalhador, o presidente do Sindibeb lamentou o fato, já que a fábrica sempre deu bons exemplos sob o ponto de vista da relação entre empresa e empregado.


“Os operários eram tratados com respeito, recebiam o salário em dia, assim como os outros benefícios, a exemplo da assistência médica e odontológica, auxílio-transporte, e alimentação. Além disso, a empresa pagava aos funcionários, o piso salarial de 1.4 salários mínimos, um dos maiores do estado”, explicou.


A fábrica havia se instalado no município há pouco mais de um ano, e tinha um faturamento mensal de aproximadamente R$ 3,5 milhões, o que a tornava “a principal empresa privada atuante em Nova Soure”, segundo o Sindibeb. Entre as razões que levaram ao fechamento da empresa está a falta de incentivos fiscais.


Vinícius Delalibera, diretor administrativo da Frutaki, confirmou a falta de incentivos fiscais como um dos motivos que levou ao fechamento da fábrica. No entanto, não foi possível confirmar quais outros fatores contribuíram para o encerramento das atividades, pois Delalibera faria uma viagem a São Paulo, e, como já havia embarcado na aeronave, teve que desligar o aparelho celular.  

FONTE: Tribuna da Bahia
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