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Orgulho e história no adeus sem derrotas à Copa do Mundo

"O mundo se deu conta de que a Costa Rica existe”, disse o zagueiro Michael Umaña


06/07/2014 às 08:45h

Orgulho e história no adeus sem derrotas à Copa do Mundo
Getty Images

Eles caminham, com passos cansados, pelos corredores da Arena Fonte Nova em Salvador. Nas chuteiras, estão 240 minutos de jogo e 16 cobranças de pênalti só na última semana. A tristeza pela derrota é evidente, como também as dores que latejam em suas pernas, mas, apesar de tudo, o sentimento na seleção da Costa Rica não é negativo. Afinal, que outra equipe pode dizer que venceu Uruguai, Itália e Grécia, e se vai do Brasil 2014 sem ser derrotada, ficando à beira de chegar às semifinais, perdendo apenas nos pênaltis para a poderosa Holanda?

 

"O mundo se deu conta de que a Costa Rica existe. Acho que o que este grupo alcançou, para o nosso futebol, é importante". A avaliação é do zagueiro Michael Umaña.

 

A espera foi de 24 anos. Depois de superarem a fase de grupos na Itália 1990, os costa-riquenhos pararam logo na primeira etapa dos dois Mundiais seguintes que participaram, em 2002 e 2006. Até que chegou a vez deste grupo de jogadores dispostos a romper com a série negativa.

 

"Queríamos surpreender o mundo e o próprio país, queríamos fazer história, e sinto que conseguimos, com tudo o que fizemos", aponta Giancarlo González, chefe de uma defesa que só sofreu dois gols em cinco jogos. "Conseguimos ganhar o apoio da torcida brasileira, que se identificou com o nosso jogo, e também da torcida que veio da Costa Rica para cá. Eles davam 100% na arquibancada, e nós colocávamos o mesmo esforço dentro de campo."

 

Tal façanha não apenas os colocou em um degrau nunca antes alcançado na história do país, mas também tornou a Costa Rica como a última seleção da CONCACAF a ser eliminada da Copa do Mundo. No entanto, os costa-riquenhos preferem se concentrar no próprio desempenho, evitando comparações. "Nós não viemos competir com os Estados Unidos, o México, nem ninguém da CONCACAF; viemos fazer o nosso trabalho, queríamos cumprir nossas próprias metas", aponta Umaña. Bryan Ruiz concorda. "Voltamos felizes para casa pelo que fizemos, não porque superamos nossos rivais", diz o capitão.

 

Embora o desejo de todo jogador que participa da Copa do Mundo da FIFA seja obter o título, os costa-riquenhos aplaudem o posto conquistado pela equipe. "Não vou satisfeito, mas vou tranquilo", explica González. "Quando você começa a ganhar, quer sempre seguir vencendo. Saio tranquilo, pois a equipe deu tudo o que pôde."

 

"A verdade é que chegamos com muitos sonhos de fazer uma grande Copa do Mundo, e ao final conseguimos muito do que havíamos planejado no início", prossegue Umaña. "Hoje sabemos que tivemos uma grande atuação. Infelizmente, ficamos pelo caminho, mas o futebol é assim, às vezes você perde."

 

Os jogadores seguem caminhando pelos corredores do estádio, animando uns aos outros. Sabem que a aventura no Brasil terminou, mas também estão conscientes de que muitas coisas mudaram no último mês. "Conhecemos bem o gosto de ganhar", diz González. "A verdade é que a gente queria chegar até o final. Temos jogadores jovens, vamos trabalhar bem, e nos veremos na Rússia."

FONTE: Com informação da FIFA
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