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MST desocupa sede do Incra em Salvador

Os líderes do movimento apresentaram as reivindicações em uma reunião na Governadoria


12/05/2014 às 06:25h

MST desocupa sede do Incra em Salvador
Crédito: Ruan Melo/G1

Os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) desocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
 
Com isso, a reunião no órgão, marcada para esta segunda-feira (12), foi suspensa. Cerca de três mil pessoas estavam no Centro Administrativo da Bahia (CAB), após marcha que durou três dias.
 
Na tarde de sábado (10), a pauta foi apresentada ao governador Jaques Wagner, dia em que o movimento social decidiu interromper a mobilização.
 
De acordo com o governo, os líderes do movimento apresentaram as reivindicações em uma reunião na Governadoria. Na pauta, um dos temas apresentados se refere à negociação com empresas de celulose para liberação de 30 mil hectares de terra para reforma agrária. Nesse caso, o governo prometeu a liberação da emissão de posse do terreno ainda este ano.
 
O governo informa que garantiu a conclusão de cinco colégios, a construção de mais quatro unidades de ensino em assentamentos, construção de quadras poliesportivas, assim como de infraestrutura nos acessos aos assentamentos e entrega de cinco tratores para trabalho na agricultura.
 
Histórias
 
"No meu assentamento não temos acesso a nada, nem luz, nem água. Meu sonho é sair daqui com alguma coisa certa para melhorar minha vida", relatou o agricultor Maurício Souza, 57 anos, um dos trabalhadores Sem-Terra, no primeiro dia de ocupação.
 
O trabalhador Maurício Souza contou que vive há 14 anos com a esposa no assentamento 1ª do Abril, situado na Chapada Diamantina, e que nunca teve acesso a água encanada. "Até passa água por baixo da terra, mas nós tivemos que colocar um motor para puxar. Fica difícil até para plantar, já que tem a seca", afirmou.
 
Para se manter, ele contou que tem de procurar emprego em cidades próximas e acaba "aceitando o que vier". "Faço o que acho na cidade, geralmente algum trabalho como agricultor. Tem que arranjar um jeito para comprar as coisas de casa".
 
Além das dificuldades provocadas pela falta de água e luz, os trabalhadores cobram melhorias na estrutura dos assentamentos, como a construção de escolas e postos de saúde. "No meu até tem escola, mas é de barro e só tem um professor para todo mundo", disse uma moradora do assentamento Guaita, em Jaguarari, que prefere não se identificar.
 
"Já no meu assentamento não tem posto de saúde e, quando acontece alguma coisa, a gente tem que fazer 'vaquinha' e arranjar um carro para levar na cidade", relata uma moradora do assentamento Nazaré, na região da cidade de Itabela, sul da Bahia, que também quis ocultar a identidade.
 
Caminhada
 
Os integrantes do MST ocuparam uma parte da via e deixaram o trânsito lento na BA-099, no sentido capital baiana. O grupo já havia realizado caminhadas na terça-feira (6) e na quarta-feira (7).
 
Na terça-feira, o deputado Valmir Assunção, líder do MST na Bahia, informou que entre as reivindicações da marcha está a apuração do assassinato de Fábio Santos, dirigente morto em 2 de abril de 2013, na cidade de Iguaí.

FONTE: G1 BA
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