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Mortos durante greve de PMs eram pobres, pretos e da periferia

A maioria dos crimes vitimou jovens de 15 a 34 anos, do sexo masculino e moradores da periferia


23/04/2014 às 11:44h

Jovem, negro, pobre e da periferia. Este é o perfil da maioria das vítimas fatais da violência urbana. A triste realidade, que se repete nas principais metrópoles brasileiras, foi comprovada com os mais de 100 assassinatos ocorridos no estado durante a greve da Polícia Militar da Bahia e nos dias do feriado de Semana Santa.
 
Conforme o balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), durante o período de greve, foram registrados 84 assassinatos, ocorridos entre os dias 15 e 18. Já entre os dias 15 e 20, o número cresceu  para 104 execuções. A maioria dos crimes vitimou jovens de 15 a 34 anos, do sexo masculino e moradores da periferia. 
 
Para a Coordenadora do Fórum Comunitário de Combate à Violência (FCCV), Tânia Cordeiro, apesar de ter sido um número maior do que o habitual, as vítimas são sempre as mesmas. “Essas mortes não foram por um acaso. Estamos vivendo numa sociedade da desigualdade. As pessoas que vivem à margem da sociedade são vistas como descartáveis. Essas mortes serão tratadas como uma opção mais simples de se resolver, uma vez que os jovens mortos são negros, pobres e moradores da periferia”, esclareceu.
 
A coordenadora do FCCV acredita que a paralisação facilitou o aumento dos crimes. “A situação da greve proporcionou o adiantamento das mortes, porém, esses jovens vivem na marginalidade, não porque querem, mas porque a sociedade é impermeável. Daí, eles são vulneráveis a essa situação de violência. Cabe às instituições mudar essa realidade, com ações focadas nos futuros desses jovens”, reforçou Tânia Cordeiro. 
 
Para reforçar o serviço de investigação do Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), o Secretário de Segurança Pública (SSP), Maurício Barbosa, criou uma força-tarefa para apurar os crimes registrados no período da greve da PM. A decisão foi tomada após o balanço final das ocorrências durante a paralisação.

FONTE: Tribuna da Bahia
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