Feira de Santana
+30...+30° C
Dólar:   R$ 4,146
Euro:   R$ 4,841
-
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Feeds

Concurso e Emprego

todas as notíciasseta

Deficientes ainda têm dificuldades em conseguir emprego

A legislação brasileira regulamenta que empresas com mais de cem funcionários devem ter de 2% a 5% de suas vagas ocupadas por deficientes.


01/07/2012 às 01:45h

Deficientes ainda têm dificuldades em conseguir emprego
Uma conferência, sediada em Feira neste mês, debateu os direitos dos deficientes, entre eles o acesso a emprego | Guilherme Andriani

 

A legislação brasileira regulamenta que empresas com mais de cem funcionários devem ter de 2% a 5% de suas vagas ocupadas por pessoas que possuem algum tipo de deficiência, e ficou conhecida como Lei da Inclusão Social. Mas a realidade se mostra de forma diferente, pois alguns empresários fazem exigências que nem sempre os deficientes podem cumprir.

 

A Casa do Trabalhador de Feira de Santana possui 78 deficientes se candidatando a vagas de emprego. Na semana passada, foram abertas seis vagas para os cargos de recepcionista, auxiliar de depósito e serviço gerais, mas todas solicitam uma deficiência leve. “As empresas querem que o deficiente saiba escrever, saiba falar direito, eles tem que ter todas as habilidades, mesmo que tenham uma dificuldade. A maioria não quer cadeirante de jeito nenhum, por tudo isso o número de contratações é baixa”, informou Graça Cordeiro, diretora do departamento de Apoio ao Trabalhador.

 

Segundo a Graça, a resistência em contratar cadeirantes acontece porque a maioria das empresas não são adaptadas, não possuem rampas e portas largas para o livre acesso do deficiente físico e nem querem reformar seus estabelecimentos. “Temos cadeirantes cadastrados que possuem uma boa formação, com 2° grau, curso de digitação e até com nível superior. Mas não é todo trabalho que eles podem desenvolver e a maioria das empresas abrem vagas para serviços gerais e de carga e descarga”, disse.

 

Os supermercados e as indústrias são os maiores contratadores, mas muitos querem escolher o tipo de deficiência. “Para cumprir a lei, a empresa deveria aceitar qualquer tipo de deficiência, e para fugir da multa, algumas chegam a pedir uma declaração de que disponibilizaram a vaga na Casa do Trabalhador e não encontrou um candidato. Mas não podemos fazer isso, se ela quer fazer a política de acolhimento tem que preparar o ambiente para receber o deficiente”, revelou Graça.

 

Para os deficientes intelectuais também é difícil encontrar um emprego, pois o preconceito ainda existe. “Para conseguir trabalho é péssimo porque as empresas não conhecem o problema, eles acham que o deficiente mental é aquele problemático, que vai causar transtornos. Mas pelo contrário, o deficiente mental deve ser tratado com amor, com carinho, com dignidade”, revelou Sonny Guedes, que é esquizofrênico e escritor, trabalha com teatro infantil e em outubro vai lançar um livro infantil.

 

Superação

Sérgio Luiz Paim é cadeirante oito anos, em decorrência de um acidente de moto e reconhece a resistência das empresas em contratar deficientes físicos. quatro meses, Sérgio trabalha no Procon como estagiário e está no 6° semestre do curso de direito, porém tem que vencer obstáculos diários até chegar em seu posto.

 

Apesar de ser um órgão público, o Procon não possui uma rampa de acesso e Sérgio depende da ajuda de outras pessoas para passar pelo degrau do rol de entrada. E como o imóvel da instituição é antigo, algumas portas são estreitas, não possibilitando a passagem de cadeiras de rodas e de pessoas com muletas. No acesso à faculdade, ele informou que é tudo tranqüilo, pois a instituição possui uma boa acessibilidade, com rampas, elevadores e vaga especial para carro.  

 

“No geral, existe a dificuldade de contratação por parte dos empresários. dois anos trabalhei numa empresa aqui em Feira e ela teve que se adaptar, colocar rampa na entrada do escritório, modificar banheiro, tudo para melhorar o acesso do deficiente”, disse Paim.

 

Sérgio possui um carro próprio, que é adaptado à sua deficiência, e conta que dirigir na cidade é um caos. “Tem que ter uma mudança de consciência tanto do poder público quanto da população, uma educação no trânsito”, desabafou.

 

Outras reclamações são sobre as rampas de acessibilidade que a Prefeitura Municipal construiu em algumas calçadas e das vagas para deficientes que não são respeitadas, pois não existe fiscalização. “As rampas foram feitas de forma inadequada, pois ela tem que ficar na frente ou atrás da vaga, deixando o acesso livre, mas elas ficam no meio, assim não tem como a cadeira de roda ter acesso. São coisas que só percebe quem vivencia isso no dia a dia”, revelou Sérgio.

FONTE: Da redação
REPORTAR ERROREPORTAR ERRO

Embasa 2

TVGeral

Jau Ao vivo direto da Praça Padre Ovídio em Feira de Santana
Publicidade
Vilage
Santana
PMFS Escola
Folha do Estado da Bahia
Desenvolvido por Tacitus Tecnologia
Ornamentação e Decoração de Festas