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Seminário discute educação para jovens no campo

O evento foi realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira de Santana


22/07/2013 às 03:11h

Seminário discute educação para jovens no campo
Crédito: Edeilson Souza/Folha do Estado

Com o objetivo de ampliar as discussões sobre a educação dos jovens na zona rural e o papel da juventude no desenvolvimento da agricultura familiar, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais está realizando o Seminário da Juventude Rural de Feira de Santana. O tema escolhido para os debates é a Educação no Campo, com o lema “Formando a juventude e fortalecendo a agricultura familiar”.

 
Segundo José Ferreira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, é necessário resgatar a juventude rural, dando mais perspectiva e afastando os jovens da violência e das drogas, cada dia mais frequente na zona rural. “Precisamos conscientizar a juventude e mostrar que é possível viver com dignidade sendo agricultor familiar, pensando em um emprego, mas também trabalhando no campo. Este é o nosso desafio, transformar os jovens e fazer deles cidadãos e cidadãs da zona rural de Feira de Santana, pois devemos discutir a metodologia da educação. Os governantes estão acabando com as escolas da área rural e trazendo os filhos dos agricultores para estudar na cidade, mas a gente não acha isso correto”, afirmou.

 
Ontem, a educação no campo foi o tema central, aprimorando as discussões sobre o modelo educacional na zona rural. No sábado, os palestrantes discutiram o fortalecimento da agricultura familiar. “Vim apresentar minha experiência com educação e formação no campo, pois nossa intenção é apresentar à juventude que é possível ter uma educação no campo contextualizada, provar que é possível fazer uma educação local. Eu sou uma agricultora familiar, moro no distrito da Matinha e infelizmente nós vivemos em uma sociedade que diz o tempo que devemos consumir, a educação formal também fala que a juventude tem que sair do campo e se tornar doutor, advogado, como se viver no campo, ser agricultor não seja uma vida digna. Este é o principal desafio, ter uma educação que diga que eles podem estudar no campo, ser um doutor, mas também pode ser um agricultor. A educação tem que permitir que o jovem opte, ter o direito de escolher, de permanecer no campo, sendo um agricultor qualificado ou exercer outra profissão”, declarou a palestrante Ana Claudia, representante da FETRAF (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado da Bahia).

 
 
Sendo o representante da Diretoria Regional de Educação (Direc 2) no evento, Antônio Conceição, professor, declarou que as escolas da zona rural deveriam ter professores locais, que se aproximem da comunidade. “O governo federal tem repassado os recursos, mas ainda temos uma série de problemas, as escolas que funcionam dentro da zona rural precisam de professores que morem na localidade, que tenha mais interação com a comunidade e também que não tenha a dificuldade de sair da cidade e enfrentar estrada de terra todo dia, chegando cansados ou até mesmo atrasados”, afirmou. Outros convidados para palestrar foram o padre Cristiano Fechine, o professor Caludiano Da Hora, Marineide das Virges (da Secretaria da Juventude) e Elisangela Araújo (FETRAF).

FONTE: Da Redação
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