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Pneus ameaçam a saúde em Feira

Eles contribuem muito para a proliferação da dengue


19/04/2013 às 02:08h

Pneus ameaçam a saúde em Feira
A cidade está cheia de pneus depositados ao ar livre/Foto: Neto Sepúlveda

 

              Apesar de existir a resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) que determina aos fabricantes e importadoras de pneus darem o destino adequado para aqueles que não servem mais para ser usados, Feira de Santana parece estar longe de cumprir com a sua parte. Basta andar pela cidade para se deparar com vários pneus jogados em calçadas, esquinas e canais.

 

                           A reportagem do Folha do Estado percorreu alguns bairros e constatou a gravidade do problema, principalmente com relação à proliferação de dengue. Na avenida Eduardo Froes da Mota, o anel de contorno, por exemplo, uma borracharia acumula dezenas de pneus velhos à céu aberto, próximo ao bairro Santa Mônica.

 

                 Lourenço Gomes dos Santos, gerente da borracharia, culpa os fabricantes pela não coleta do material. “Já tivemos na Secretaria de Meio Ambiente, em reunião com borracheiros, para tomar alguma providência, mas nada adianta. Não tem recolhimento dos pneus e não tem lugar para gente guardar” alega.

 

                  Segundo ele, uma empresa de reciclagem de borracha faz a coleta em sua borracharia uma vez por semana. “A CBL passa aqui uma vez por semana e leva alguns pneus, outros colocamos para dentro, mas a maioria fica fora” explica.

                                                                                             

 

                    Em 2012, uma moradora do bairro Santa Monica procurou a Secretaria de Meio Ambiente queixando-se de dengue no bairro e acreditava que o foco principal de reprodução do mosquito esteja nos pneus armazenados nessa borracharia.

 

           “Fiquei sabendo por uma pessoa da secretaria que tinha uma moradora se queixando dos pneus e ela foi orientada a procurar o Ministério Público para que alguma ação seja tomada, mas até hoje não tive resultados” salienta Lourenço Gomes.

 

             Ele fala também que tentou construir um espaço onde pudesse armazenar o material, mas por se tratar de um terreno público, ao lado do seu estabelecimento, a obra foi embargada pela prefeitura.

 

           Moradora 15 anos no bairro, a aposentada Maria de Loudes disse sofrer com os mosquitos. “É terrível, não aguento mais tanto mosquito na minha casa, não tem mais remédio que solução. Tudo isso é pela falta de higiene dessas pessoas que deixam os pneus aí”, afirma.

 

Poucos metros depois, outro flagrante. Desta vez, além dos pneus estocados em frente à borracharia estarem cheiros de água, eles servem de esconderijo para ratos. Segundo o proprietário, Thiago Castro, os pneus não causam risco que foi colocado inseticida.

 

“Eles não oferecem riscos  porque foi colocado veneno e também não tem como entrar água, porque são pneus de empilhadeiras” disse o borracheiro ao acompanhar o trabalho do nosso fotógrafo retratando as imagens dos pneus com acúmulo de água.    

      

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