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Pandemia pode atrasar tratamento e diagnóstico do glaucoma

26 de maio é lembrado como Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, uma realidade que atinge milhares de feirenses que estão em tratamento desta lesão que atinge o nervo óptico


26/05/2021 às 09:58h

Pandemia pode atrasar tratamento e diagnóstico do glaucoma
Crédito: Divulgação

Uma doença silenciosa que atinge um dos principais sentidos do corpo humano: a visão. O glaucoma se não tratado, leva à cegueira irreversível (a principal causa de cegueira irreversível no mundo, segundo o Ministério da Saúde) e nesta quarta-feira, 26 de maio, é lembrado como Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, uma realidade que atinge milhares de feirenses que estão em tratamento desta lesão que atinge o nervo óptico. Há escassez de informações estatísticas sobre a doença no Brasil, mas segundo o Ministério da Saúde existe a prevalência de 2% a 3% da população acima de 40 anos. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia adota uma prevalência de 1% da população brasileira.


O médico oftalmologista Drº Felipe Pedreira alerta para importância da data e também uma rotina de consultas e avaliação periódica dos olhos. O especialista explicou que a lesão no nervo óptico causa uma escavação aumentada, tudo isso resultado de um descontrole da pressão intraocular. “Essa lesão vai aumentando ao longo dos anos e o paciente acaba não sentindo essa alteração. E vai levando a uma cegueira irreversível. Com o glaucoma, a pessoa vai perdendo essa visão periférica, até a visão central fechar. Aí, quando fecha a visão central, é que percebemos, porque deixamos de ver”, comentou Pedreira.


Pessoas com histórico de glaucoma na família (fator genético), acima de quarenta anos e negras devem estar atentas aos cuidados com a visão. Como não apresenta sintomas específicos, os exames de fundo de olho são capazes de detectar e iniciar o tratamento do glaucoma de forma a evitar a cegueira. “Só com exame mesmo, que é de campo visual, que a gente começa a perceber, mas o paciente não percebe. Por isso é uma doença muito silenciosa, porque você só percebe quando baixa a visão”, alertou.


TRATAMENTO


Diagnosticado o glaucoma, o tratamento se dá por uso de colírios e pode chegar até uma intervenção cirúrgica. Na rede pública, o tratamento inicial pode ser acessado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pelo Programa de Assistência ao Portador de Glaucoma. “Os pacientes acabam passando por essa triagem e recebendo o colírio do Governo, porque são colírios caros. Eles recebem esse colírio para três meses e a cada três meses eles passam por uma avaliação para ver como é que está a pressão do olho, fazer um campo visual, para fazer esse acompanhamento. O paciente acaba tendo mais acesso”, comentou.


O glaucoma pode, na maioria das vezes, ser controlado com tratamento adequado. De acordo com The Glaucoma Foundation, no mínimo 90% dos casos de glaucoma não levariam a cegueira se fossem diagnosticados e tratados de forma apropriada. “A cirurgia de glaucoma é feita quando a gente está usando a terapia máxima deste colírio, ou seja, quatro drogas e mesmo assim não é possível controlar a pressão do olho e a lesão no nervo continua. É uma opção para tentar controlar. A visão perdida com o glaucoma não é possível recuperar”, completou o especialista.


Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, o que causa uma queda na procura por consultas médicas, Felipe Pedreira alerta que é necessário o acompanhamento frequente com oftalmologista, para além do diagnóstico inicial, obter melhores resultados no tratamento. “O importante não é simplesmente usar o colírio. É preciso usar os colírios com acompanhamento. Na consulta rotineira com o oftalmologista, para ver como está a pressão do olho, para ver como é que está essa avaliação do nervo óptico, se esse glaucoma está evoluindo, se está sendo controlado. Pode ser que esteja evoluindo, mesmo em tratamento, às vezes, precisamos aumentar, trocar uma droga, tudo ter um controle maior. Os consultórios oftalmológicos estão bem equipados, com grande protocolo de segurança, entre limpeza, entre um paciente e outro. Então, os pacientes não podem, principalmente, se tem uma doença crônica, que pode levar a cegueira, não podem deixar de acompanhar. A gente sabe que tem um medo, tem um risco, tudo, mas a gente não pode deixar esses pacientes sem assistência”, alertou Pedreira.

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