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Declarações afetam liberação de insumos, diz Covas

Bolsonaro fez um novo ataque contra a China nesta quarta-feira (5)


06/05/2021 às 03:31h

Declarações afetam liberação de insumos, diz Covas
Crédito: Divulgação/Governo de São Paulo

O Instituto Butantan afirmou, nesta quinta-feira (6), que a liberação de insumos da China para produção de vacinas contra a Covid-19 pode ser prejudicada pelas declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre o país asiático. As informações são da Folha de S. Paulo.

 

Bolsonaro sugeriu, nessa quarta-feira (5), que a China teria tido benefícios econômicos com a pandemia. Além disso, o presidente afirmou que o coronavírus pode ter sido criado em laboratório — tese que não tem apoio nas investigações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a origem do agente infeccioso.

 

O diretor do Butantan, Dimas Covas, avaliou que todas as declarações nesse sentido têm gerado repercussões, indicando que o instituto já teve "um grande problema" no começo do ano e está novamente de frente ao impasse, apesar de a embaixada negá-lo.

 

"A nossa sensação, de quem está na ponta, é que existe dificuldade, uma burocracia que está sendo mais lenta do que seria habitual e com autorizações muito reduzidas e volumes. Então obviamente essas declarações têm impacto e nós ficamos à mercê dessa situação", destacou.

 

Conforme o governador de São Paulo, João Doria, as afirmações do presidente geraram mal-estar na diplomacia chinesa. A informação foi divulgada pelo gestor estadual durante evento para liberação de lote de cerca de 1 milhão de doses do imunizante CoronaVac, produzido em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

 

Dimas Covas disse que há compromisso firmado para entrega de vacina de um lote que totaliza 5 milhões de doses até o dia 14 de maio. No entanto, não haverá mais matéria-prima para processar após a data. "Pode faltar [insumos]? Pode faltar. E aí nós temos que debitar isso principalmente ao nosso governo federal que tem remado contra. Essa é a grande conclusão".

 

ADIAMENTO DA LIBERAÇÃO


O diretor do Butantan explicou que a autorização para a próxima liberação de insumos foi adiada do dia 10 para o dia 13 de maio. Além do novo prazo, houve mudança na quantidade do insumo: o volume inicial, de 6 mil litros, foi reduzido para 2 mil. Para ele, as modificações não se dão na produção da Sinovac, mas, sim, pelas autorizações das autoridades da China.


Covas ainda pontuou a existência de informações mentirosas e mirabolantes no discurso de Bolsonaro, citando a fabricação do coronavírus. "A Organização Mundial de Saúde fez uma auditoria, podemos dizer assim, e deixou muito claro quais as condições de surgimento desse vírus, esse relatório foi disponibilizado para o mundo, não resta nenhuma dúvida. E outro ponto, a China fez o que o Brasil não fez, a China controlou o vírus".

 

'GUERRA QUÍMICA'


Na última quarta, Bolsonaro também falou em "guerra química", alegando que "ninguém sabe se se nasceu em laboratório ou por algum ser humano [que] ingeriu um animal inadequado". "Os militares sabem que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra?", indagou o presidente em evento no Palácio do Planalto.

 

Em seguida, Bolsonaro lançou suspeitas sobre a China em razão de seu crescimento econômico. "Qual o país que mais cresceu seu PIB? Não vou dizer para vocês."

 

João Doria criticou a falta de atuação na diplomacia do governo federal em relação ao país chinês.

 

"Diante de uma pandemia, o insumo da principal vacina que vai no braço dos brasileiros vem da China, o mal-estar provocado por sucessivas declarações desastrosas do ministro da Economia Paulo Guedes e agora do presidente da República Jair Bolsonaro, e o Ministério das Relações Exteriores silencia. Que Ministério das Relações Exteriores é esse que não faz relações positivas, construtivas, com países, seja pela economia, seja pelo fato de que a China é a principal provedora de insumos para as vacinas?", questionou o gestor paulista.

 

VACINAÇÃO DE DORIA


O governador de São Paulo disse, também, que deve receber o imunizante nesta sexta-feira (7). "Eu vou tomar a vacina amanhã. E por que vou votar amanhã? Porque eu tenho que seguir 15 dias de diferença da data que tomei a vacina contra a gripe e a data para a vacinação da Covid", indicou. 

FONTE: Diário do Nordeste
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