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Procura por home care cresce 35% durante pandemia

Assistência Domiciliar contribui com desospitalização e é alternativa para desafogar sistema de saúde que enfrenta carência de leitos e maior risco de contaminação por coronavírus


19/04/2021 às 05:52h

Procura por home care cresce 35% durante pandemia
Crédito: Divulgação

O número de pacientes atendidos por home care no Brasil cresceu 35%, diante da sobrecarga da rede hospitalar com a intensificação de casos da Covid-19. De acordo com o Núcleo Nacional de Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (Nead), houve um boom de pacientes egressos de hospitais em março de 2020, o que volta a ocorrer esse ano com maior intensidade. Neste cenário, os serviços de Atenção Domiciliar passaram a atuar em outras frentes, contribuindo para desafogar o sistema de saúde que se encontra com carência de leitos e risco de contaminação por coronavírus.


Esse movimento nacional de desospitalização também é sentido no Nordeste, de acordo com a gerente de relacionamento com o mercado Fernanda Gama. "A alta ocupação dos leitos hospitalares e crescimento na taxa de transmissibilidade do coronavírus impulsionou ainda mais os casos de desospitalização. As operadoras de saúde e hospitais buscaram uma aproximação maior com as empresas de home care para agilizar o processo de internação domiciliar aos pacientes com quadros estáveis que permitam a continuidade dos cuidados técnicos em suas casas, diminuindo o tempo de internamento e liberando os leitos", afirma.


A pandemia também fez surgir um novo perfil de pacientes: os que tiveram Covid-19 e ficaram com sequelas, necessitando de assistência mesmo após ir para casa. Em muitos casos, pacientes pós-covid precisam de suporte para uso de oxigênio e medicação endovenosa ou para tratamentos de reabilitação, como fisioterapia e fonoaudiologia. No entanto, eles não representam o maior volume de pacientes que foram encaminhados para a Assistência Domiciliar nesse último ano.


De acordo com a médica Marta Simone Sousa, também há um movimento grande de pacientes não-Covid e que possuem outras enfermidades, como câncer, doenças neurológicas e degenerativas.


"Antes essas pessoas poderiam ter o tratamento todo concluído no hospital, mas com a falta de leito e risco de contaminação pelo coronavírus, elas estão sendo desospitalizadas com maior precocidade para terminar a assistência em casa", pontua.


Além da desospitalização, as empresas de home care também estão atuando no atendimento de quem nem chegou a ser internado.


"Temos alguns casos, onde o médico que acompanha o paciente ambulatorialmente ou no domicílio, identifica a possibilidade de iniciar o tratamento em home care e nos aciona para iniciarmos a assistência, evitando que ele seja exposto ao ambiente de uma unidade hospitalar", acrescenta a médica.

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