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Hospitais das Forças Armadas reservam vagas para militares

As planilhas mostram que as Forças bloquearam leitos à espera de militares em enfermarias e UTIs e que há unidades com até 85% de vagas ociosas


07/04/2021 às 03:24h

Hospitais das Forças Armadas reservam vagas para militares
Reprodução/Facebook @HFA- Hospital das Forças Armadas

As Forças Armadas estão reservando leitos em hospitais militares, tanto em enfermarias quando em UTIs, para seus membros. Planilhas com dados sobre ocupação de leitos para pacientes com covid-19 mostram que há unidades com até 85% de vagas disponíveis. As informações são da Folha de S.Paulo.

 

Os dados foram disponibilizados depois que o TCU (Tribunal de Contas da União) determinou a divulgação de informações sobre os leitos destinados a pacientes com covid-19.

 

O Tribunal investiga supostas irregularidades por parte de Ministério da Defesa, Exército, Aeronáutica e Marinha ao não ofertarem leitos em unidades militares de saúde a civis.

 

O ministro do TCU Benjamin Zymler afirmou que, “diante de uma carência generalizada de leitos para a internação de pacientes acometidos pela covid-19, é de se esperar que todos os meios disponíveis estejam à disposição da população brasileira, não sendo possível pensar em reserva de vagas financiadas com recursos públicos para determinados setores da sociedade”.

 

As unidades de saúde militares consumiram pelo menos R$ 2 bilhões do Orçamento em 2020, de acordo com o TCU.

 

Na planilha divulgada pela Aeronáutica constam 27 unidades de saúde. Dessas, 14 têm leitos reservados a pacientes com covid-19. Com exceção à UTI do Hospital de Aeronáutica de Recife, que tem ocupação de 71,43%, não há mais vagas em UTIs.

 

Apenas 3 têm 100% de ocupação de leitos de enfermaria. A taxa é de 50% ou menos em 6 unidades –sendo que as unidades de Guaratinguetá (SP), Curitiba (PR), Natal (RN) e Lagoa Santa (ES) têm ocupação inferior a 25%.

 

O Exército não distingiu os leitos destinados aos pacientes com covid.19. Divulgou a disponibilidade geral. De acordo com o órgão, 23 unidades de saúde têm 366 leitos, sendo que, em 14 delas, a ocupação geral é de 50% ou menos.

 

As menores taxas de ocupação estão no Hospital de Guarnição de Florianópolis (13%), no Hospital Geral de Curitiba (19%), no Hospital de Guarnição de Marabá (PA) (22%) e no Hospital Geral de Juiz de Fora (MG) (26%).

 

Existe superlotação em leitos de UTI. Dezenove hospitais do Exército somam 217 leitos, e apenas 3 não têm 100% ou mais de ocupação geral.

 

No HFA (Hospital das Forças Armadas), a taxa de ocupação de leitos de UTI é de 97,5%. Já os leitos de enfermaria têm ocupação de 57,1%. Dos pacientes em enfermaria, 10% estão na lista de espera por uma vaga em UTI.

 

Os dados da Marinha não foram localizados.

 

A Folha pediu acesso às informações do HFA, da Marinha, do Exército e da Aeronáutica sobre a disponibilização de vagas para civis.

 

HFA e Marinha confirmam que os leitos são destinados a militares e seus dependentes. Não houve abertura de vagas a civis.

 

O Exército declarou apenas que seu sistema é voltado aos militares. O órgão não disse se alguma vaga foi destinada a civis de forma excepcional. A Aeronáutica pediu mais tempo para responder.

 

Em nota enviada à Folha, o Ministério da Defesa afirmou que o número de leitos do HFA não é constante e se adapta à demanda. “Isso acontece não só em hospitais militares, mas também em hospitais públicos e privados”, disse a pasta.

 

“A informação sobre a taxa de ocupação faz alusão apenas aos dados do dia corrente, pois qualquer número ou porcentagem relacionada à disponibilidade de leitos que vier a ser divulgada de maneira equivocada poderá construir um cenário incerto, que não condiz com essa realidade que muda a todo instante”, declarou.

 

O percentual de militares da ativa infectados por estarem na linha de frente é superior a 13%, afirmou a Defesa.

 

“Esse número elevado, somado à grande quantidade de dependentes, militares da reserva, reformados e pensionistas, normalmente de idade bastante avançada, que são atendidos por lei, tem mantido o sistema de saúde das Forças e hospitais militares no limite de suas capacidades, como no restante do país”, falou o ministério.

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