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Pandemia contribui para reduzir exames de mamografia

Queda na realização dos exames compromete diagnóstico precoce e tratamento


04/03/2021 às 11:18h

Pandemia contribui para reduzir exames de mamografia
Crédito: Divulgação

O câncer de mama é o segundo mais comum em mulheres, no Brasil, e estimativa da Fundação do Câncer, com base em dados do SUS, em 2020 houve uma redução de 84% no número de mamografias realizadas no país em comparação a 2019. A pandemia do novo coronavírus, que impôs o isolamento social, pode ter contribuído com essa queda na realização dos exames, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia. Para o mastologista Marques Vinícius, essa redução é sentida pelos médicos e preocupa.


A mamografia é uma das formas mais eficazes para detectar a doença na fase inicial, e deve ser feita, anualmente, a partir dos 40 anos. Marques informa que o exame é fundamental para detectar a câncer de mama, que ser tornou a forma mais comum da doença no mundo, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), superando a incidência de câncer de pulmão. “O reflexo da pandemia é percebido diariamente nos consultórios médicos. Estamos recebendo pacientes com câncer em estágio avançado, pois muitas mulheres deixaram de fazer a mamografia ou pararam o tratamento”, conta o mastologista.


O mastologista alerta que “é importante as mulheres, principalmente, com idades entre 40 e 60 anos, faixa de maior incidem da doença, ou aquelas com histórico na família, procurarem o médico e saírem de casa obedecendo os protocolos de prevenção à Covid-19”. Marques ressalta a necessidade de manter o controle anual, realizando o exame de rastreio via mamografia, além do autoexame. “A prevenção é que faz a diferença para conquistar a cura e evitar a morte. Quanto mais cedo diagnosticar, maiores as chances de cura”, afirma.


Quando descoberto em seu estágio inicial, o câncer de mama tem 90% de chance de cura e Marques faz um apelo às mulheres para a realização da ultrassonografia e mamografia, anualmente. Ele também chama a atenção dos homens. “O câncer de mama no homem é mais raro e se manifesta tardiamente, com idade acima dos 60 anos. Não existe rastreamento de câncer de mama no homem, a não ser que cheguem ao médico com alguma queixa. Portanto, vale prestar atenção ao corpo e, ao primeiro sinal de um caroço na mama ou inchaço próximo do mamilo ou secreção, agende um médico”, alerta o mastologista.

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