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Gustavo Pinho apresenta single e videoclipe de ‘Barco’

A canção leve é considerada pelo artista como uma ‘bossa pop’, mas apareceu na verdade, em um momento um pouco complicado de sua vida


22/01/2021 às 10:16h

Gustavo Pinho apresenta single e videoclipe de ‘Barco’
Crédito: Ian Magalhães/Divulgação

“Barco” é primeira música de trabalho do baiano Gustavo Pinho que sai pelo selo Banana Atômica e já chega com videoclipe. A canção leve é considerada pelo artista como uma “bossa pop”, mas apareceu na verdade, em um momento um pouco complicado de sua vida. O jovem de 22 anos conta que em 2019 passou por momentos difíceis relacionados a sua saúde mental, e que encontrou em seu relacionamento um porto seguro.


“Namoramos há bastante tempo. Nessa época sentia muita insegurança, vivi alguns picos de solidão. A música veio num momento desses, onde discorro como seria perdê-la”, conta Gustavo.


No meio da música, ele cita um poema que acaba por trazer uma renovação do olhar do artista. “O poema foi uma ideia que tive durante a produção, onde já estava em outro momento. Quis contradizer e falar sobre um pouco de amor próprio”, revela.


Nele, ele declama: “Conversando com o mar, a onda me diz que meu destino é ser feliz. Seja com você ou sem você. Seja em Salvador ou no interior de mim”. Dando dualidade à canção e mostrando que podemos ao mesmo tempo nos sentir seguros sozinhos e contar com o carinho e apoio do próximo.


Salvador, citada pelo artista no poema, é a cidade em que ele nasceu e reside hoje. A relação que Gustavo Pinho tem com a capital da Bahia também traz um pouco do que ele busca na música, um espaço de reafirmação e de identidade.


“Nem me sentia muito baiano de verdade. Não me identificava com alguns estereótipos daqui. Porém, tenho absorvido cada vez mais da nossa cultura, nossa música e agregando ao meu trabalho. Quando cito na música é talvez com esse sentimento, de orgulho e mostrar que sou daqui. Hoje não me vejo em outro lugar”, diz envaidecido.


E foi com esse sentimento que Gustavo escolheu o selo Banana Atômica para lançar o seu primeiro clipe e primeira música autoral.


“Seguia nas redes sociais alguns artistas que lançaram com a Banana e guardei o nome do selo para um projeto futuro. Acho que a hora chegou. Agradeço imensamente a todos pelo carinho e atenção! Por serem da Bahia, agregou bastante para mim, além de admirar a forma como o selo trabalha”, comenta.


O Banana Atômica é um selo de feira de Santana que no último ano só trabalhou com artistas feirenses, como JULI, Isa Roth, o DJ Lerry, Comida de Foguete, entre outros. Gustavo Pinho é o primeiro artista que sai do interior e é uma aposta da capital.


“Seguimos focados na cena feirense, mas sem deixar de observar a cena baiana e possíveis conexões. Gustavo é um artista novo e com um potencial incrível, além da música em questão, Gustavo é um ótimo compositor e nos apresentou diversas músicas interessantes e que mostram que ele tem um futuro promissor nesta cena de música brasileira contemporânea. A música em questão, ‘Barco’ tem arranjos bem feitos, excelentes músicos participando e conta com a produção de Rafael Martins da banda Selvagens à Procura de Lei, outra figura que acredito muito no trabalho e que tem sido um grande parceiro”, conta Joilson Santos, responsável pelo selo.


Como supracitado, a produção musical de “Barco” ficou a cargo de Rafael Martins (Selvagens à Procura de Lei), que também participa tocando, a mixagem e masterização é de Paulo Cézar (Pracatum - Associação Pracatum Ação Social) e tem violões de Yvan Santos, bateria de Lucas Vinicius, letra e voz de Gustavo Pinho.


E o clipe?


Gravado na praia de Itapuã, próximo ao Farol, às 5h da manhã, com um sol raiando em terras baianas, o clipe surgiu sem roteiro. Gustavo se juntou ao diretor Silvino Farias para criar um clipe ali mesmo, na praia, na hora. A ideia era ter algo simples e leve para o clipe, mostrar a relação com o mar, o violão, os tons claros do nascer do sol, o balançar das ondas e deixar a complexidade para a música.


Uma imagem que se destaca no clipe, é quando Gustavo aparece sentado em um barco chamado “Dengo”. Perfeito para usar como cenário, mas não seria tão fácil assim.


“A ideia do barco surgiu na hora e precisei pagar R$ 20 ao pescador para poder subir! Foi o que achei que esteticamente combinava mais com a música, apenas sorte mesmo ele ter um nome tão semelhante ao tema”, revela Gustavo.


Mais sobre Gustavo Pinho


Gustavo Pinho é autodidata, começou a tocar violão em 2014 e só em 2019 investiu em uma carreira na música. Ele tem duas versões acústicas lançadas em seu canal no Youtube para as músicas “Dia Branco” (Geraldo Azevedo e Renato Rocha) e “Tempo Perdido” (Renato Russo). E tem como inspiração artistas como Nando Reis, Tiago Iorc, Tim Bernardes, Vitor Kley, Dani Black, Rubel, Caetano e Lenine. 

 

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