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Galpão praticamente vazio tem espaço para armazenar 26 mil cestas básicas

O respectivo depósito, que fica localizado à Avenida Eduardo Fróes da Mota, tem aproximadamente, 2,5 mil m², o que daria para armazenar até 30 mil cestas, levando-se em consideração que seriam 12 cestas por metro quadrado


27/11/2020 às 10:34h

Galpão praticamente vazio tem espaço para armazenar 26 mil cestas básicas
Crédito: Mário Sepúlveda/FE

Após a repercussão das distribuições de cestas básicas em Feira de Santana, através de uma matéria veiculada nesse mesmo jornal, a equipe de reportagem do Jornal Folha do Estado visitou alguns CRAS de Feira de Santana para esclarecer essa situação.


Segundo a coordenadora do CRAS Conceição, Ivanete Rios, durante a pandemia foram recebidas diversas cestas básicas através da Prefeitura e que, seguindo os protocolos estabelecidos pela Secretaria de Desenvolvimento Social, as famílias aptas a receber o benefício foram visitadas. “Tudo como manda a tipificação do serviço social. Atendemos, visitamos, analisamos e fizemos a entrega com toda a documentação correta. Eu não tenho exatamente esse número, mas foram muitas. Nós trabalhamos aqui com 14 bairros, e bairros de grande vulnerabilidade social. Eu entreguei pra mais de 300 cestas”, afirma Rios.


A gestora afirma que caso outras famílias necessitem do benefício, ao se dirigirem para o equipamento encontrarão. “O benefício social está dentro da norma e nós temos que obedecê-lo. O funeral, a cesta básica, o enxoval, documentação, faz parte do nosso trabalho e nós não podemos fugir dele. Essas famílias, a maioria, são cadastradas aqui, no CRAS. Temos cerca de 7 mil e 5 mil são ativas. Nós temos o prontuário onde acompanhamos essa família, então nós conhecemos essas famílias e mesmo assim fazemos visitas para configurar o que eles estão falando. Esse é o trabalho do CRAS”.


A coordenadora do CRAS da expansão Feira IX, Sidneia da Silva, também realizou o serviço. “Foram distribuídas 250 cestas básicas. Essas cestas são através de um benefício eventual onde as pessoas são cadastradas. Nós temos sete mil pessoas cadastradas dentro do nosso território, que é o 3. Possa ser que ainda apareça. Nós realizamos as visitas, os usuários do serviço vêm até o CRAS, faz o cadastro, nós avaliamos esse cadastro, fazemos uma pesquisa baseado no cadastro, e avaliamos o perfil dessa família”, diz.


Já a coordenadora do CRAS da Cidade Nova, Isabel Maria Viana, informa que já foram distribuídos 89 cestas. Ela afirma que todas foram entregues com o requerimento de solicitação, assinatura do usuário, feito da forma mais correta possível. “Hoje, serão entregues o restante das cestas, que são 11, para completar as 100”, completa.


Uma servidora do CRAS da Queimadinha deu entrevista a equipe do jornal, mas pediu para não se identificar, informou que desde o início da pandemia, o CRAS vem distribuindo de 10 a 12 cestas básicas por mês. Ela também afirma o cumprimento de todo o protocolo. Cerca de 26 mil cestas básicas que foram compradas pela Prefeitura Municipal de Feira de Santana para serem distribuídas nos CRAS de Feira de Santana.


As cestas básicas fazem parte da licitação que fora feita em tempo recorde, pela Secretaria de Desenvolvimento Social, uma semana antes das eleições de primeiro turno. O valor investido nesta licitação foi superior a R$ 1,5 milhão. É bom observar que, estas entregas não estão sendo feitas no almoxarifado central da prefeitura e para uma maior agilidade o material é distribuído nos CRAS e nas entidades acima citadas.


REPERCUSSÃO


Durante o programa Levante a Voz, da Rádio Sociedade News, o repórter Luiz Santos conversou com o secretário de Desenvolvimento Social, Pablo Roberto, que explicou sobre a questão do armazenamento das cestas básicas em almoxarifados da Prefeitura.
“Isso não é feito em distribuição aleatória. Uma parte da distribuição dos alimentos são feitas na própria secretaria, outra parte no almoxarifado que nós temos, e quando é uma quantidade grande, a própria empresa entrega diretamente no equipamento onde é feito a distribuição”, explica o gestor.


Pablo Roberto ainda falou que, além do depósito utilizado pela SEDESO, outro também esteve disponível. “Nós não temos um almoxarifado central, as secretarias têm os seus. Nós recebemos uma parte no nosso almoxarifado, o depósito da Secretaria de Educação também foi colocado à disposição para estar recebendo, os equipamentos - quando é uma quantidade considerável - a empresa entrega diretamente no local onde os CRAS operacionaliza a distribuição aos beneficiários”.


Porém, a secretária de Educação do município afirmou que não vem acompanhando essa situação. “Na verdade eu não me aprofundei. Não procurei saber, porque eu acho que vou trabalhar mais a parte técnica mesmo, a questão da parte de licitações, como se deu, como está se dando. Com minha equipe técnica, eu tenho que ficar por dentro disso aí”, comenta.


No fim da tarde de ontem, a equipe do Folha do Estado combinou, via telefone, uma visita ao almoxarifado da Secretaria de Desenvolvimento Social para averiguar como estavam sendo armazenadas as 26 mil cestas básicas corresponde a 10 carretas com 22 toneladas/cada, uma vez que cada cesta pesa 8,6kg.


Embora tenha acordado por telefone, ao chegar no local, o equipamento, que também serve para atender demandas da Secretaria de Educação, estava fechado, no horário de expediente, por volta das 16h. Entretanto, com um celular foi possível fotografar o interior do espaço por conta de uma fresta entre portões e o que se constatou foi um vazio imenso.


O respectivo depósito, que fica localizado à Avenida Eduardo Fróes da Mota, tem aproximadamente, 2,5 mil m², o que daria para armazenar até 30 mil cestas, levando-se em consideração que seriam 12 cestas por metro quadrado, dado ao volume das mesmas. Espaço, portanto, mais que suficiente para receber os produtos licitados neste único depósito sem a haver necessidade de colocá-los em prateleiras.

FONTE: Da Redação
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