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Peixe declarado extinto por mais de 40 anos é encontrado no Paraguaçu

A descoberta feita por pescadores da região de Iaçu, é de grande importância para estudos da ictiofauna - peixes que habitam o rio


17/10/2020 às 08:19h

Peixe declarado extinto por mais de 40 anos é encontrado no Paraguaçu
Crédito: João Dias/Semmam

Durante o mês de outubro de 2020, a Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria de Meio Ambiente, realizou serviços de identificação e georreferenciamento de 60 lagoas do município de Feira de Santana.


Em meio ao trabalho, um peixe da Bacia Hidrográfica do Paraguaçu, declarado extinto por mais de 40 anos, foi encontrado no médio Paraguaçu. Segundo o ambientalista João Dias, a descoberta feita por pescadores da região de Iaçu, é de grande importância para estudos da ictiofauna - peixes que habitam o rio. “Os nossos rios são pouco estudados. No caso desse peixe que reapareceu, é um peixe conhecido pelos moradores nativos do baixo Jacuípe e do Rio Paraguaçu como bicudo, é um bagre. O interesse geral é porque o peixe está desaparecido a mais de 40 anos e nós não tínhamos como tirar a foto do peixe, estudar a família, vez a origem”, diz.


Dias explica que há um peixe muito parecido com a descoberta, no Rio São Francisco, o Pirá, por isso, acredita-se que o “bicudo” é um tipo de Pirá. “Um grupo de pescadores foram pescar em Iaçu e acharam, colocaram em uma rede bem profunda e conseguiram capturar seis peixes. Nós estamos muito felizes porque achamos que voltou a existir o peixe depois de 40 anos. A gente reconheceu o peixe porque pessoas antigas identificaram de imediato”, conta. O peixe possui couro; tem a cabeça afilada para a boca, criando um bico; tem barbatanas que são sensores; caracterizando assim uma espécie de bagre. “Ele é o maior bagre da Bacia Hidrográfica do Rio Paraguaçu e uma espécie endêmica do Paraguaçu, chamado pelos indígenas de Patiapá”, explica o ambientalista.


A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) é que ficará responsável por estudar o peixe, através do professor doutor Alexandre, estudioso de peixes do Rio Paraguaçu. Os estudos não possuem prazos para entrega, já que dependerá de relatórios laboratoriais. “Ele me pediu para tentar levar o peixe no gelo. Estamos tentando levar um vivo. Depois que entregarmos esse peixe, é que vai dizer quanto tempo demora. Não podemos precisar”, afirma Dias. Os Recursos Hídricos é de responsabilidade do INEMA, porém uma lei estadual e uma federal complementar diz que os municípios podem atuar para cuidar do meio ambiente.


“A Secretaria de Meio ambiente já entrou em contato com a universidade, agora só falta entrar em contato com o Governo do Estado para realizar estudos”, fala. João Dias também informa que estará se deslocando para a zona rural de Iaçu na última sexta-feira (16), para tentar capturar o peixe com alguns pescadores, para poder levar para a UEFS.

FONTE: Da Redação
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