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Governo vincula mortes e casos a governadores adversários

O ranking dos estados com o maior número de novos casos, por exemplo, é liderado pelos governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e da Bahia, Rui Costa (PT


11/08/2020 às 07:17h

Governo vincula mortes e casos a governadores adversários
Crédito: Reprodução

Enquanto o país ultrapassa os mais de 100 mil óbitos em decorrência da Covid-19, o governo Jair Bolsonaro, sem ministro da Saúde, prepara uma lista para relacionar governadores e prefeitos com as regiões com maiores índices da doença.


De acordo com reportagem do jornal O Globo, o nome do aliado Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, foi omitido.

 

No entanto, o documento que O Globo teve acesso mostra que há um "top 5" de locais com mais "novos casos" e "novos óbitos". Ao lado dos indicadores, vem o nome dos cinco chefes do Executivo estadual respectivos, começando por João Doria, governador de São Paulo e adversário político de Bolsonaro.


O documento foi elaborado pela Secretaria de Governo (Segov) da Presidência da República usando dados do Ministério da Saúde justamento do último sábado, dia em que o Brasil ultrapassou os 100 mil mortos pela Covid-19.

 

O estado, que é o mais populoso do país, também aparece na frente do ranking de novos óbitos. O relatório não traz, porém, nenhuma observação de que são números absolutos – desconsiderando, portanto, a taxa de mortos e casos por 100 mil habitantes.

 

Eleitos como aliados em 2018, Doria é atual adversário político de Bolsonaro e já protagonizou embates públicos com o presidente. Em nota, o governador de SP reagiu à divulgação do documento.


"Justamente quando o Brasil atinge a triste marca de 100 mil mortos, vítimas do coronavírus, o Governo Federal dá mais uma demonstração de desprezo pela vida e politiza a guerra contra o vírus. A falta de compaixão do Governo Bolsonaro entristece o País", declarou o político.

 

Em seguida a São Paulo, aparecem no ranking de novos casos Rio Grande do Sul, Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina, também com destaque para os governadores – respectivamente, Eduardo Leite (PSDB), Rui Costa (PT), Romeu Zema (Novo) e Comandante Moisés (PSL). No caso deste último, porém, apenas a palavra "comandante" aparece no documento.

 

Já no ranking de óbitos, aparecem os estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, do governador Ronaldo Caiado (DEM), e Bahia, todos com a indicação dos governadores.

 

O relatório também traz um "top 5" dos municípios com total de casos confirmados. O município de São Paulo, chefiado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB). Em seguida, estão Brasilia, Rio de Janeiro, Salvador e Fortaleza.

 

Em todos os municípios, o documento traz os nomes dos prefeitos locais – exceto no caso de Brasília. Sem prefeito, a cidade é regida pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), que tem se alinhado a Bolsonaro em declarações recentes.

 

Reação de parlamentares


No Congresso, a lista gerou reação negativa entre os parlamentares. Reservadamente, mesmo aliados de Bolsonaro disseram ao G1 que o documento parece uma "manobra" do governo para retirar a responsabilidade federal das mortes causadas pela doença.

 

O vice-líder do PL na Câmara, deputado Marcelo Ramos (AM), criticou a tentativa de vincular as mortes e casos aos chefes locais.

 

"O número de 100 mil é muito forte, muito significativo, está repercutindo muito. Imagino que o governo tenha pesquisa do impacto negativo disso e esteja tentando criar uma narrativa de transferir a responsabilidade para os estados", disse.

 

Já o líder do PSB, deputado Alessandro Molon (RJ), classificou o documento como uma tentativa do Executivo de transferir a responsabilidade federal aos governos locais.

 

"Depois de ter sabotado todas as medidas que poderiam ter poupado milhares de vidas de brasileiros, Bolsonaro tenta mais uma vez transferir sua responsabilidade, apontando o dedo para governadores e prefeitos. Seu comportamento é vergonhoso, é o contrário do que se espera de um presidente da República", afirmou.

 

Governo confirma autoria

 

Em nota, a Secretaria de Governo confirmou a autoria o documento. Segundo o órgão, vinculado à Presidência da República, o relatório foi elaborado pela Secretaria Especial de Assuntos Federativos (SEAF), para "monitorar a disseminação da Covid-19 nos Entes Federativos para auxiliar na articulação do Governo Federal".

 

“O documento em questão foi criado para contribuir internamente na gestão de curto prazo de como a pandemia está se comportando nos Estados e Municípios. Os dados apresentados são todos públicos e retirados do site do Ministério da Saúde”, diz a nota.

 

O governo não explicou por que enviou cópia do relatório a parlamentares da base aliada, e nem por que identificou os gestores locais, em grande parte opositores de Bolsonaro, nos gráficos.

FONTE: Com informações do G1
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