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Secretário de João Doria é preso pela Polícia Federal

Outras duas pessoas foram presas, entre elas um pesquisador da Fiocruz, Guilherme Franco Netto


06/08/2020 às 11:41h

Secretário de João Doria é preso pela Polícia Federal
Crédito: Neto Talmeli/Prefeitura de Uberaba

A força tarefa da Lava Jato prendeu, nesta quinta-feira (6), Alexandre Baldy, secretário estadual de Transportes Metropolitanos de SP, por suspeita de fraudes na Saúde. Outras duas pessoas foram presas, entre elas um pesquisador da Fiocruz, Guilherme Franco Netto.


As prisões do secretário e do pesquisador são temporárias. O prazo é de cinco dias, mas pode ser prorrogado.


As prisões são parte da Operação Dardanários, contra desvios na Saúde no Rio de Janeiro e em São Paulo, envolvendo órgãos federais. A PF afirma que identificou "conluio entre empresários e agentes públicos, que tinham por finalidade contratações dirigidas".


A Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM) divulgou nota em que ressalta que "a operação não tem relação com a atual gestão do Governo de São Paulo!".


"A STM colaborou junto à PF enquanto estiveram no prédio. Após as buscas, nenhum documento ou equipamento foi levado pela Polícia Federal", disse.


R$ 90 mil apreendidos em cofres


Até a última atualização desta reportagem, a PF não havia esclarecido qual o período exato em que as irregularidades teriam sido cometidas e nem qual era a participação do pesquisador da Fiocruz.


Em endereço ligado a Baldy em Brasília, foram apreendidos R$ 90 mil em dois cofres.


Baldy é, atualmente, responsável pelo metrô paulistano e pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Ele foi preso em casa, no bairro dos Jardins, mas, até por volta de 10h, a PF e a assessoria do secretário disseram que Baldy ainda estava na residência.


Portador delatou o esquema


As investigações contaram com a delação premiada de uma pessoa ligada à Pró-Saúde.
A entidade, na ocasião, administrava o Hurso, em Goiás, e teria valores a receber -- não se sabe de quem. A TV Globo apurou que Baldy teria recebido propina da Pró Saúde para ajudar na liberação desse montante.


A propina, paga em espécie, teria saído do caixa 2 da entidade, que tinha à época como principal fonte os contratos do RJ.


A pessoa que levou o dinheiro firmou acordo de delação e entregou os registros dos encontros. Os pagamentos estão registrados em planilha entregue por outro colaborador.


O que dizem os envolvidos


A assessoria do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, foi procurada pelo G1 às 7h54 e ainda não se manifestou. O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do secretário para defesa, mas não havia obtido resposta até por volta das 10h.


O pesquisador da Fiocruz Guilherme Franco Netto foi preso em Petrópolis, na Região Serrana do RJ. A reportagem tenta contato com a defesa dele.


O terceiro alvo de mandado de prisão seria uma pessoa que trabalhou com Baldy em Brasília e em São Paulo, mas o nome dele não foi divulgado e ele ainda não foi encontrado pela PF, segundo informações da GloboNews.


Seis mandados de prisão e 11 de busca e apreensão


O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do RJ, expediu seis mandados de prisão e 11 de busca e apreensão em Petrópolis (RJ), São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Goiânia e Brasília.


A operação desta quinta é um desdobramento das investigações realizadas no âmbito das operações Fatura Exposta, Calicute e SOS.


Os suspeitos responderão pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.


Segundo a PF, dardanários são "agentes 'de negócios', atravessadores que intermediavam as contratações dirigidas".

FONTE: Com informações do G1
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