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Advogada assediada não acredita nas desculpas

De acordo com a delegada Valéria Aragão, Roriz e o ambulante vão responder por ato obsceno, injúria e perturbação da tranquilidade


06/08/2020 às 07:20h

Advogada assediada não acredita nas desculpas
Crédito: Reprodução

"Era uma brincadeira íntima de dois amigos". Essa foi a desculpa usada pelo empresário Ricardo Roriz, de 62 anos, que gravou uma mulher fazendo ioga na praia, enquanto fazia comentários absurdamente baixos com um "amigo", que também assistia as duas como se fosse um espetáculo pornô e fazendo gestos obscenos.

 

Bem, a tal "brincadeira" é crime. E aconteceu com a advogada Mariana Maduro, de 33 anos e uma amiga. A advogada disse que ficou tão traumatizada.

 

Ricardo Roriz publicou o vídeo em uma das suas redes sociais, na qual tem cerca de 300 mil seguidores. Roriz é dono de uma loja de artigos militares em Copacabana.

 

Na perna, ele tem tatuagens do presidente Jair Bolsonaro e da Polícia Militar, mas, de acordo com a delegada Valéria Aragão, titular da delegacia que investiga o caso, o empresário é apenas um admirador da PM e não tem vínculos com a instituição.

 

No vídeo do último sábado, é possível escutar a conversa entre o empresário e o ambulante identificado como Celsão: "Ela está plantando bananeira? Vê, vê, vê", diz Celsão. "Celsão, você fica disfarçando. Vai botar a água ali e ficar fingindo. (...) Celsão, você é o maior 'voyeur' , responde Roriz, enquanto filma as mulheres se exercitando. "Eu gosto pra blau blau blau", afirmou Celsão simulando masturbação.

 

A nota de esclarecimento do empresário foi publicada na página de sua loja de artigos militares na terça-feira, depois que ele prestou depoimento na delegacia. Mariana diz, porém, que o texto de retratação aparece datado como se tivesse sido publicado no dia 2."Não estou bem. Essa nota de esclarecimento é uma afronta à minha inteligência", afirma Mariana, que se diz emocionalmente exausta.

 

Desde o episódio do vídeo, ela diz que apenas saiu de casa para ir à delegacia e dar entrevistas perto de casa."Pode ser que ele edite depois que eu fiz esse vídeo. Mas a data até agora, e isso já está salvo, óbvio, é do dia 2 de agosto. Como se ele tivesse imediatamente se preocupado em fazer um esclarecimento. Hoje estamos no dia 4 de agosto para relembrá-lo, e a postagem foi feita por volta das 16h, 17h", comentou a advogada no vídeo.

 

O advogado Valdo Tavares, que defende Roriz, afirma que o seu cliente está arrependido do episódio. Tavares ressaltou que o acontecimento "foi uma conversa íntima entre amigos"."O conteúdo do vídeo ficou publicado no Instagram dele por não mais de 40 e 50 minutos. Nesta rede social, ele tinha 18 mil seguidores. Ela (Mariana) publicou o vídeo no seu próprio Instagram e deixou lá por quatro dias. O entendimento da defesa é que foi uma infração de menor potencial ofensivo", diz.

 

Ainda de acordo com Tavares, ele se comprometeu em ajudar à polícia a levar o ambulante, identificado como Celsão, a prestar depoimento na delegacia. "Ele é um ambulante que vende bebidas. Desde o acontecimento, não apareceu mais no seu ponto de trabalho."A advogada filmada em aula de ioga diz que pretende processar a dupla civil e criminalmente. Uma amiga que também se exercitava com ela na Lagoa já prestou depoimento na sede da delegacia.

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