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Produtos de cesta básica apodrecem em galpão

Alimentos não chegam aos mais necessitados


04/07/2020 às 07:48h

Produtos de cesta básica apodrecem em galpão
Crédito: Mário Sepúlveda/FE

Após receber denúncias de que cestas básicas que deveriam ser destinadas a famílias carentes de Feira de Santana estavam apodrecendo num galpão da Prefeitura, a reportagem do Jornal Folha do Estado foi até o local para comprovar a situação.


De acordo com o secretário de Prevenção à Violência e Promoção dos Direitos Humanos, Moacir Lima, as cestas básicas estão montadas e em local sujeito a umidade o que poderia ter deteriorado os produtos. “As cestas chegaram boas, mas não temos sol, então a umidade acaba prejudicando a qualidade dos produtos, mas o que tiver ruim, macarrão, biscoito, ou gorgulho [no feijão] a gente vai comprar de novo”, explicou.


Foram 10 mil cestas compradas pelo município de Feira de Santana, mil doadas pelo Atacadão e outra quantidade - que não foi informada - doada pela Secretaria de Educação, formando cerca de 13 mil cestas básicas. “Dessas, já foram entregues mais de 10 mil, no galpão tem menos de duas mil cestas”, disse Moarcir, na sexta-feira (3). Entretanto, o site da Prefeitura afirmou em 24 de junho, que mais de 13 mil cestas já tinham sido distribuídas até aquela data.


Três meses antes, o titular da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESO), Pablo Roberito mostrou quais eram os critérios para que as famílias recebessem o benefício. Elas foram inseridas na prioridade de distribuição emergencial das cestas básicas. “Devem estar cadastradas no CADÚnico e preencher os requisitos para receber algum tipo de benefício eventual”, informou. Além deste, outro critério de relevância seria ter idoso na família. Segundo o secretário, das 28 mil famílias cadastradas, 16 mil atendiam a este critério em particular.


Na entrevista concedida na sexta-feira (3), ao Folha do Estado, o secretário Moacir (SEPREV), setor atual responsável pela distribuição, afirmou que todas as cestas que já foram entregues, estavam em boas condições, já que antes do repasse para as famílias, os materiais são separados e passam por uma inspeção da secretaria. “O que tiver ruim, a gente vai comprar novamente e refazer a cesta para entregar ao povo sem nenhum problema”, afirmou.


Em nota, eviada a Redação do Folha do Estado, a Prefeitura de Feira de Santana apontou um novo doador para produtos da cesta básica, a empresa Nestlé. Através de Termo de Parceria, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Feira de Santana recebeu no dia 26 de junho de 2020, uma quantidade de alimentos da Nestlé, produtos industrializados, em situação de pequeno prazo para vencimento. A doação foi feita através do Mesa Brasil/ SESC - MBS, um Programa Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável, que redistribui alimentos excedentes, próprios para consumo ou sem valor comercial para Instituições Sociais.


A Secretaria fez a distribuição com responsabilidade dentro do prazo, até o dia 29 de junho, para a população em situação de vulnerabilidade social e nutricional através dos equipamentos municipais de assistência social (16 CRAS, 4 CREAS, Centro POP, Abrigo Institucional Raul Freire, Centro Acolhimento Temporário para População de Rua e Casa Abrigo Regional).


Entidades e associações como Crescer Cidadão, TATA Ndembuka, Ondungê e muitas outras também receberam os alimentos. Foi orientado as famílias beneficiadas o rápido consumo, em vista do curto prazo de validade. Os alimentos foram distribuídos em condições seguras e estavam apropriados para o consumo.


A prefeitura esclareceu também que o produto que recebeu a denúncia não estava vencido quando entregue.


Alguém reclamou na quinta-feira (1) em um blog local, que o cereal Neston estaria com data de validade vencida exatamente naquela data. Uma imagem mostra a embalagem. “Não foi entregue após o vencimento, podemos assegurar. Recomendamos o consumo rápido porque havia poucos dias para vencer a validade”, esclarece o secretário Denilton Brito.


O secretário de Prevenção à Violência e Promoção dos Direitos Humanos, Moacir Lima, que atua na distribuição dos alimentos à comunidade, informa que não há possibilidade de entre- ga de alimento vencido ou sem qualidade para uso. “A análise é rigorosa. Nesse período frio e de elevada umidade, pode ocorrer no armazenamento alguma anormalidade, mas detectamos de imediato qualquer coisa e descartamos o que não deve ser entregue”, afirma.

FONTE: Da Redação
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