Feira de Santana
+30...+30° C
-
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Feeds

Saúde

todas as notíciasseta

Crianças autistas e terapias durante a pandemia

A terapeuta ocupacional Karine Morgana dá dicas que podem ajudar os pais a lidarem os efeitos da quebra de rotina, sem que causem mais transtornos para as crianças


30/05/2020 às 08:17h

Crianças autistas e terapias durante a pandemia
Crédito: Adriele Mercês/FE

O isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19 causa transtornos na rotina de todas as pessoas, mas a mudança de hábitos pode prejudicar sensivelmente o tratamento de crianças autistas que sofrem os impactos causados pela brusca alteração no cotidiano delas. A terapeuta ocupacional Karine Morgana dá dicas que podem ajudar os pais a lidarem os efeitos da quebra de rotina, sem que causem mais transtornos para as crianças.

 

A terapeuta ocupacional Karine Morgana tem experiência quando o assunto é espectro autista, isso porque ela trabalha em clínicas e centros que tratam de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), disfunções sensoriais e desenvolvimento infantil típico e atípico. De acordo com ela, a quebra de rotina para autistas é um fator que pode ser agravado.


“Com o isolamento social as crianças deixaram de frequentar a escola, algumas pararam com as terapias e demais ambientes que costumavam ir no dia a dia. Essa ruptura de rotina de uma forma tão brusca e repentina acaba desorganizando algumas crianças podendo gerar ansiedade e agressividade. No entanto, esses comportamentos não são regra, cada criança pode agir de uma forma diferente”.


As famílias de autistas estão sentindo a mudança. Ana Kátia é mãe de Pietro Gustavo, de oito anos, que foi diagnosticado com TEA aos dois anos, de grau 2, considerado como moderado, caracterizado pela fala não-verbal. Pietro faz terapias desde que foi diagnosticado com o transtorno, e essa é a primeira vez que interrompe os tratamentos. Kátia contou sobre a mudança de comportamento. “No início, ele ficou tranquilo, depois ele começou a ficar ansioso, agitado, desregulou totalmente a rotina dele, ele não entende o que está acontecendo, e está sentindo falta da rotina”.


A falta do tratamento é um dos fatores que mais pesa, como atesta a terapeuta Karine. “Pode tanto retardar o tratamento quanto a criança apresentar regressão e/ ou desorganização. A interrupção do acompanhamento profissional pode gerar grande impacto”, afirmou, e deu uma sugestão para pais que não podem sair de casa. “Continuem com as terapias de forma online/teleatendimentos com o profissional que acompanha o seu filho. Ademais, a quarentena intensificou as redes sociais e as dicas de atividades de profissionais especializados e com vasta experiência na área, vocês podem estar acompanhando e estimulando seu filho em casa através do brincar e atrelado a objetivos bem claros. Todavia, vale ressaltar que as dicas da internet não substituem nenhum tipo de terapia”, alertou.


As atividades em casa foram uma saída para Kátia e Pietro. “Desde que começou a pandemia, tanto a escola, quanto os terapeutas que acompanham Pietro começaram a mandar jogos e brincadeiras. As terapeutas fizeram vídeos para fazermos com eles em casa, incentivando para que eles não saiam da rotina. As atividades incentivam muito, e facilitaram a rotina em casa”, contou. Pietro é um dos pacientes de Karine, a terapia funciona para tirar as crianças autistas do isolamento que o espectro traz, dando a eles um pouco mais de independência.


Karine deu algumas dicas para minimizar os impactos da quarentena em crianças com TEA. “Algumas estratégias para reduzir a ansiedade, agressividade e demais sentimentos que vem junto com a quarentena é estabelecer uma rotina com as atividades que as crianças estão fazendo nesse período, quem puder fazer um quadro de rotina seria ainda mais interessante, pois o suporte visual auxilia na compreensão e no seguimento das etapas propostas”. No Instagram dela (@to.karinemorgana) tem algumas dicas de atividades para que os pais façam com as crianças.


Vale ressaltar também dos perigos que devem deixar os pais em alerta. “Alterações sensoriais são muito comuns em crianças autistas, como a busca oral em que a criança leva vários objetos a boca ou lambe-os, como corrimão, por exemplo. Também é frequente a quantidade de crianças que apresentam resistência ao uso de máscaras. Diante do exposto, devemos redobrar o cuidado, pois esses comportamentos podem deixar a criança mais vulnerável, devido à dificuldade em seguir todas as recomendações do ministério da saúde”, contou a terapeuta.

FONTE: Da Redação
REPORTAR ERROREPORTAR ERRO

BAHIA AQUI É TRABALHO

TVGeral

Live Maryzelia
Publicidade
Estácio
BAHIA AQUI É TRABALHO
Live Mercante
Folha do Estado da Bahia
Desenvolvido por Tacitus Tecnologia
Ornamentação e Decoração de Festas