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Em reunião, Bolsonaro e Doria trocam acusações

Governador disse que lamentava pronunciamento do presidente contra medidas de isolamento. Bolsonaro afirmou que Doria ‘não é exemplo para ninguém’


25/03/2020 às 06:23h

Em reunião, Bolsonaro e Doria trocam acusações
Crédito: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), trocaram acusações nesta quarta-feira (25) durante uma videoconferência com governadores da região Sudeste para discutir o combate ao coronavírus.


Bolsonaro tem realizado reuniões à distância com governadores das cinco regiões do país. Na segunda-feira (23), falou com mandatários do Norte e do Nordeste. Na terça (24), com os do Sul e do Centro Oeste.

 

Durante a reunião desta quarta, Dória disse que Bolsonaro deveria dar um exemplo de líder durante a crise e lamentou o pronunciamento desta terça em cadeia nacional, no qual o presidente criticou medidas de isolamento para evitar o avanço do vírus, ao contrário do que determinam as autoridades sanitárias.


“Na condição de cidadão, de brasileiro, e também de governador, início lamentando os termos do seu pronunciamento à nação. O senhor como presidente da República tem que dar o exemplo. Tem que ser mandatário para comandar, para dirigir, liderar o país, e não para dividir “, afirmou o governador.


Bolsonaro, na resposta, disse que Dória “apoderou-se” do seu nome para se eleger governador e que depois “virou as costas”, passando a atacar o governo federal.
“Subiu à sua cabeça a possibilidade de ser presidente da República. Não tem responsabilidade. Não tem altura para criticar o governo federal, que fez completamente diferente o que outros fizeram no passado. Vossa excelência não é exemplo para ninguém”, declarou.


Em outro momento da conversa, Doria disse que manteve divisas do estado, estradas e aeroportos abertos, bem como fábricas, que seguem as orientações sanitárias determinadas pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde.


“Nós estamos preocupados com a vida de brasileiros dos nossos estados, preservando também empregos e o mínimo necessário para que a economia possa se manter ativa”, declarou.


Depois de finalizar sua fala, Bolsonaro passou a palavra ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que, segundo ele, também teria sido atacado pelo governador de São Paulo. O ministro pediu calma e equilíbrio.


“Volto a repetir, no momento onde se tem uma crise dessa proporção a primeira palavra que a gente precisa ter é clama e equilíbrio”, afirmou Mandetta.


Governadores


Após a reunião, Doria manteve as críticas a Bolsonaro. Nas redes sociais, o governador escreveu que a postura do presidente na conversa foi "decepcionante".
"Presidente, no nosso estado temos 40 mortos por covid-19, dos 46 [mortos] em todo o Brasil. São pessoas que tinham RG, CPF, e familiares que continuarão sentindo sua falta. Não são mortos de mentirinha, presidente. E essa não é apenas uma 'gripezinha'", escreveu o governador.

 

Também na internet, o governador Wilson Witzel (PSL), do Rio de Janeiro, disse que mantém a determinação para a população do estado ficar em casa, ao contrário do que defende Bolsonaro.


"Peço mais uma vez ao povo fluminense: fique em casa. Siga as recomendações. Não queremos acabar com as empresas, exterminar empregos. Queremos preservar vidas", afirmou Witzel. "Ressuscitar a economia a gente consegue. Ressuscitar quem morreu é impossível", completou.


O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), criticou a posição de "confronto" adotada pelo presidente em relação aos governadores e garantiu que o Espírito Santo continuará seguindo o protocolo de quarentena pelos próximos dias até que a transmissão do coronavírus seja controlada e, assim, os estabelecimentos comerciais possam ser reabertos gradativamente.


"A palavra dele pode estabelecer o relaxamento das pessoas. Por isso eu faço um apelo: que a gente continue com os mesmos cuidados que temos até agora", disse.

FONTE: Com informações do G1
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