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Carnaval gera lucro para bares e restaurantes

Durante o Carnaval de Salvador, donos de bares aproveitam o momento para atrair novos clientes


23/02/2020 às 11:32h

Carnaval gera lucro para bares e restaurantes
Crédito: Reprodução

Uma localização com um grande fluxo de pessoas deve ser o sonho de todo empreendedor. Durante o Carnaval de Salvador, os circuitos se tornam esses lugares, e quem calhou de estar ali pode aproveitar o momento para atrair novos clientes e quem sabe até aumentar o faturamento. Por isso, alguns bares e restaurantes dos circuitos abrem as portas para atender o folião. Mas não basta estar funcionando, é preciso também adequar o serviço e o produto à dinâmica da festa.

 

O presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-BA), Luiz Henrique Amaral, explica que, para o setor, o faturamento não cresce necessariamente junto com a concentração de pessoas.

 

“O antes e o depois do Carnaval são muito bons para o setor. O durante nem tanto, porque temos um consumo muito mais na rua e muito mais voltado para bebida, que têm uma margem de lucro muito pequena”, explica o presidente.

 

Ainda assim é possível aproveitar a localização privilegiada para faturar ou, pelo menos, fazer um trabalho de presença de marca. Mas isso vai exigir, de acordo com Amaral, mudanças temporárias na proposta do negócio para atender a “uma demanda muito específica, que é a da festa”.

 

Por isso que, no Carnaval, muitos bares acabam virando restaurantes, restaurantes passam a funcionar como alternativas a camarotes ou modificam a forma de atendimento e produtos.

 

Mudança de horário

 

No circuito Osmar, quem adequa a proposta de seu negócio para abrir as portas no Carnaval é Jorge Queirós, dono do bar Quintal. Seu estabelecimento passa a funcionar como restaurante, servindo petiscos e três opções de almoço. Para isso, deixa de abrir às 17 h e passa a funcionar das 11h às 24h.

 

Para Jorge, abrir no Carnaval é vantajoso apenas por atrair novos clientes, “pessoas que ainda não conhecem o bar, mas querem sentar, sair da confusão e até quem está trabalhando e quer um lugar para almoçar”. O dono revela que o trabalho é muito maior do que em dias normais, mas o faturamento não segue o mesmo crescimento.

 

“Os gastos são muitos e o Carnaval no Centro ficou muito fraco. Contratamos cinco funcionários, um apenas para a limpeza dos banheiros, que tem que ser mais agressiva, outros para a segurança e controle da entrada, e ainda tem custos com as exigências de dedetização, limpeza de tanque e documentações”, conta.

 

No circuito Riachão, por onde segue a Mudança no Garcia na segunda-feira de Carnaval, o restaurante Aconchego da Zuzu também abre as portas com modificações para atender às demandas da festa. O ponto passa a abrir às 7h, com sistema de fichas e um cardápio mais reduzido.

 

O proprietário João Barroso explica que as modificações são para agilizar o atendimento e garantir um melhor controle diante do maior fluxo de pessoas. Para se ter uma ideia, só na Mudança do Garcia do ano passado, o restaurante chegou a vender cerca de 120 pratos de feijoada.

 

Já são 20 anos funcionando durante o Carnaval, e o restaurante se tornou, na Mudança do Garcia, um ponto tradicional para clientes fiéis, turistas, políticos e até famosos. Mas, para tudo funcionar dentro dos conformes, João garante que é muito trabalho e um grande investimento.

 

No Carnaval deste ano, ele deve investir R$ 10 mil e pretende tirar de lucro, pelo menos, 20% do investimento. O proprietário conta ainda que costuma contratar 10 funcionários apenas para a segunda-feira de Carnaval e antes das 7h do dia tudo já deve estar pronto para o folião.

 

Há também estabelecimentos que apostam em sua vista privilegiada e funcionam como camarotes alternativos. É o caso do restaurante Meu Rei Caranguejo Bar, localizado na Barra.

 

De frente para a passagem dos trios, o estabelecimento abre durante os dias de Carnaval, mas, de acordo com o sócio-administrativo Roberto Santana, passa a funcionar com um cardápio de pratos mais leves e práticos e disponibiliza DJs como atrações. E, para que o folião tenha mais espaço para curtir a festa, algumas mesas são até retiradas do local.

 

Segundo Roberto, o público recebido vai de foliões que buscam minutos de descanso na festa até pessoas que querem uma opção mais confortável – como camarotes –, mas econômica.

 

Em seu segundo Carnaval funcionando, Roberto não tem dúvida de que o restaurante fatura mais nos dias da festa. Mas, até lá, ele garante que são muitas as preocupações.

FONTE: A Tarde Online
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