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Mudança na UEFS bancará estudantes de outros estados com dinheiro dos baianos

É interessante mesmo e uma tendência que a o acesso ao ensino superior seja através do SISU, mas isso para as universidades federais, bancadas pelo erário da união, portanto, de todos os brasileiros


12/06/2018 às 09:52h

Mudança na UEFS bancará estudantes de outros estados com dinheiro dos baianos
Crédito: Reprodução

O anúncio pela reitoria da UEFS de que esse seria o último vestibular da instituição causou descontentamento no presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, José Carneiro Rocha (PSDB). Na sessão da última segunda-feira (11), ele criticou a posição da reitoria classificando-a como unilateral por não ter discutido com a sociedade civil organizada a substituição do vestibular pelo ENEM.


“É imperativo que a reitoria rediscuta a situação com a sociedade. Eu chego a imaginar que a maioria do colegiado da reitoria, deve ter o mínimo de feirenses e pessoas da região na sua composição. Como o assunto é grave e urgente quero solicitar da comissão de educação para se reunir com a reitoria e trazer o assunto para ser discutido amplamente nessa casa e abrir para todo o povo baiano”. Ele lembrou ainda que isso trará privilégios a estudantes das regiões sul, sudeste e centro-oeste, nas quais a qualidade do ensino possui índices elevados. “Os objetivos da universidade estadual estarão sendo jogados no lixo”, afirmou.


É interessante mesmo e uma tendência que a o acesso ao ensino superior seja através do SISU, mas isso para as universidades federais, bancadas pelo erário da união, portanto, de todos os brasileiros. Diferentemente das estaduais que são bancadas pelo dinheiro do contribuinte do estado, que não tem a obrigação de formar profissionais de outros estados que usando da estrutura física e financeira, aqui se formam e retornam para seus estados de origem sem darem nenhuma contribuição a quem garantiu sua formação.


Zé Carneiro foi feliz ao pontuar que sua rejeição não era xenofobia, mas uma questão de dar oportunidades para melhor formação dos baianos com o dinheiro do contribuinte baiano e que o governo federal cumpra o seu papel de garantir a igualdade no ensino com as universidades federais. Só como exemplo, não se tem notícias de que estudantes gaúchos, cariocas, paranaenses, mineiros e paulistas e de outros estados venham com volume considerável fazer vestibular na Uefs, pelo menos esses gastariam, no primeiro momento, engordando a economia local em hotéis e restaurantes. Mas com a mudança, não. Eles virião para Feira sem saber onde fica a cidade e retornariam para seus estados sem darem a contraprestação à Bahia.

 


Decisão equivocada


O professor Carlos Brito, que há 40 anos leciona na instituição, afirmou à reportagem do Folha do Estado que a decisão de extinguir o vestibular é um equívoco grande, pois, segundo ele, o objetivo da instituição quando fundada, era oportunizar a comunidade local, o acesso ao ensino superior público de qualidade.


“Quando se instituiu a Uefs, o objetivo era regionalizar o ensino superior, dando oportunidades à comunidade local e seu entorno. À medida que a competição por vagas sai do âmbito regional e passa a ser de caráter nacional, os estados que estão com um nível melhor de educação vão ter mais chances para entrar na universidade”, disse o professor acrescentando que “um aluno do sul, por exemplo, jamais viria estudar em Feira de Santana, antes da mudança, agora, será diferente”.


Isto porque, além de ter direito a escolher algumas opções de curso, o estudante de qualquer cidade do Brasil poderá concorrer uma vaga na Uefs sem precisar vir a Feira de Santana, pois o Enem dá opção para o candidato realizar a prova na própria cidade onde ele reside.

 


Desvantagem para o aluno baiano


O médico João Batista, professor de Urologia no curso de Medicina desde a sua fundação em 2002, afirmou que a situação é preocupante. “Eu sei que a partir do momento em que selecionamos estudantes a partir do Sisu, essa disputa vai ser não a nível local e regional, mas a nível nacional e, como infelizmente no norte e nordeste do Brasil temos um ensino, diria deficiente com relação à região Sul, por certo esse alunos do eixo Sul terão vantagens nesse processo seletivo”.


Além disso, ele acrescentou que a cidade poderá perder com o retorno dessa mão de obra. “Pessoas de outros lugares do Brasil vem para aqui fazem sua formação e naturalmente retornam para seu ambiente de origem. Essa é minha preocupação, agora por certo acredito que a administração superior tenha avaliado todos esses prós e contras de tal maneira que a gente tem que entender, respeitar, entretanto manifesto essa preocupação que pode ser desigual entre nosso estudante de Feira de Santana e da microrregião com estudantes de outras regiões do Brasil que sejam melhor preparados no segundo grau”.

 


Reitoria joga fora vocação regional da UEFS


É exatamente isso que pensa o professor titular da Uefs desde 1981, e sociólogo Ildes Ferreira. “Hoje, no vestibular da UEFS, é claro que participa todo mundo, gente de Feira, da região norte, sul, isso ai Ok. Agora, quando ela abre mão disso e entra no sistema do Enem, ela joga fora sua vocação regional”, afirmou.


Questionado sobre as possíveis perdas dessa substituição, o professor afirmou que não vê perdas para o município de Feira, mas vê implicações negativas para toda a Bahia. “É uma perda histórica para todo o estado”. Por conta disto, ele, assim como o vereador Carneiro, afirmou ser importante a questão ser rediscutida. “Eu acho que deveria ser rediscutido o assunto. Inclusive a universidade como é uma instituição pública, não deveria tomar uma decisão dessa apenas com a academia, deveria também chamar a comunidade para opinar”.

FONTE: Da Redação
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