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Mulheres denunciam agressão de foliões d'‘As Muquiranas’

Relato nas redes sociais teve vários compartilhamentos e iniciou discussão sobre agressões frequentes no bloco


15/02/2018 às 04:06h

Mulheres denunciam agressão de foliões d'‘As Muquiranas’
Crédito: Reprodução/Facebook

A produtora audiovisual Maria Carolina e a fotógrafa Paula Fróes compartilharam, por meio do Facebook, um relato de agressão por um grupo de foliões do bloco As Muquiranas, na terça-feira (13), no circuito do Campo Grande, em Salvador.

 

Elas dizem que receberam jatos de pistolas de água, ficaram molhadas, foram cercadas pelo grupo e ainda foram agredidas verbalmente. O relato teve mais de 200 compartilhamentos e mais de 500 curtidas.

 

Quando ocorreu a agressão, Paula Fróes tentava passar pelos foliões do bloco para ir até o local onde iria trabalhar e Maria tentava seguir até o trio de BaianaSystem. Foi quando elas receberam os jatos de água. "Nossa reação saiu dessa estafa de ver isso acontecendo ao longo dos anos, não somos as primeiras vítimas, a partir desse sentimento de não aguentar mais, reagimos e pedimos respeito", contou Maria em entrevista ao G1.

 

Depois, os agressores cercaram as jovens e ainda jogaram água na câmera fotográfica de Paula quando ela começou a registrar a situação. "Fizeram uma roda e foi uma situação muito constrangedora. Eles começaram a insultar chamando de 'mulher macho'. A gente não tinha outra forma de nos defender além da câmera e começamos a fotografar e jogaram agua nas câmeras", relata Maria.

 

Um ambulante tentou interferir para ajudar as jovens, mas também chegou a ser agredido pelos foliões. Elas então foram até um posto policial na região do Politeama e foram orientadas pelos policiais para formalizarem a denúncia na Polícia Civil.

 

Em resposta, o bloco afirmou que faz campanha para evitar o uso de pistolas de água e também recebe uma campanha por meio da Secretaria Municipal da Reparação contra qualquer tipo de assédio. O bloco ainda informou que os foliões assinam um termo de adesão em que se responsabilizam pelo uso das pistolas de água e qualquer outra agressão e atos obscenos.


Agressão


Maria e Paula procuraram a Polícia Militar logo após a agressão, mas os responsáveis não foram localizados. Por meio de nota, a PM disse que orientou que a queixa seja registrada em uma delegacia.

 

Ao G1, as vítimas disseram que pretendem registrar queixa na Polícia Civil e também que receberam apoio de uma advogada para reunir mais relatos de agressão, para então ingressar com uma ação no Ministério Público da Bahia (MP-BA) para pedir providências ao bloco.

 

"Tem um grupo de mulheres que está se reunindo. A advogada falou que era para nós recolhermos o material. Estamos recebendo nas caixas de comentários e por meio de mensagens situações que se passam com mães e filhas, com situações de assédio e jatos de água. Pessoas que eram encurraladas por Muquiranas para obrigar a beijar", relatou Maria ao G1.

 

Paula disse que considera o que passou uma situação humilhante. "Foi uma humilhação completa, porque eu pedia para eles pararem e eles não pararam. É um sentimento muito grande de intimidação que eu vou carregar, eu não paro de pensar nisso um minuto. Eu não até quando esse bloco vai continuar permitindo esse tipo de assédio. Durante esse percurso eu me senti muito cercada, me senti no inferno", resumiu.

 

Maria diz que chegou a registrar os rostos dos agressores, mas preferiu divulgar nas redes sociais uma foto menos nítida, para evitar a exposição na internet. Ela pretende divulgar o material a fim de identificar os foliões para a polícia.

 

Campanha


Por meio da hashtag "#UmCarnavalSemMuquiranas", uma campanha surgiu na rede social para criticar agressões e assédios de foliões do bloco que, segundo os relatos dos usuários, são frequentes.

 

"Não sou dessas de generalizar, mas infelizmente, com o Muquiranas só tive desprazer com as experiências de contato visual e agora físico. Peço, para quem se sentir confortável, que compartilhe esse texto. Mulheres, peço que nos organizemos. Compartilhem suas histórias com o carnaval e com os muquiranas. Não vamos mais nos calar sobre isso. Eles são bizarros! Não tem mais porquê existir", diz o texto compartilhado por Maria.

 

Uma das usuárias do Facebook compartilhou a hashtag como o seguinte relato: "Como proceder diante de um bloco de carnaval em que parte dos seus integrantes possuem como prática o assédio as mulheres e à população LGBT? Cruzar nos circuitos do carnaval com o bloco 'As Muquiranas' é, infelizmente, estar refém de comportamentos machistas e violentos de alguns de seus integrantes através de: xingamentos, puxões de cabelo, apertões, tapa na bunda, empurrões, jatos d'água (disparados com intenção de agredir e ridicularizar a vítima). Todos os anos os relatos se multiplicam. Esse tipo de prática não pode ser naturalizada".

 

Bloco


Na terça-feira, As Muquiranas foram puxadas pelo cantor Léo Santanna, que também se vestiu com um figurino em homenagem a Carmem Miranda, tema do abadá deste ano. No dia anterior, na segunda-feira (12), o bloco foi comandado pelo Psirico. No sábado (10), foi puxado pelo Parangolé.

 

O bloco, formado apenas por homens foi criado em 1965 e é o primeiro de travestidos na história do carnaval de Salvador.

FONTE: G1 | BA
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