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Pai de Lyoto revela conservar ossos de Conde Koma

Após uma enchente ter destruído túmulo do mestre de Carlos e Helio Gracie, Yoshizo Machida lavou e guardou na academia os restos mortais do precursor do jiu-jítsu no Brasil


02/02/2018 às 09:13h

Pai de Lyoto revela conservar ossos de Conde Koma
Yoshizo costuma visitar o túmulo e ajuda a conservar o local (Foto: Marcelo Barone )

Um forte laço une as famílias Gracie e Machida. Expoentes do jiu-jítsu e do caratê, respectivamente, elas tem em Mitsuyo Maeda, o Conde Koma, um elo até certo ponto surpreendente. Se nos primeiros passos da arte suave no Brasil, o japonês foi peça fundamental ao ensinar suas técnicas para Carlos Gracie, por outro, Yoshizo Machida tem sido de grande valia na preservação da história de seu compatriota.

 

Yoshizo não sabe precisar, mas contou que, há mais de 30 anos, uma tempestade destruiu o túmulo de Conde Koma no cemitério Santa Isabel, em Belém. Para impedir que os ossos do precursor do jiu-jítsu se perdessem, Machida coletou, limpou todos com álcool e guardou em uma caixa em sua academia durante dois anos. Neste período, ele entrou em contato com o reitor de uma universidade no Japão e conseguiu que a instituição bancasse a reconstrução do mausoléu de Maeda.

 

- Fizemos tudo de primeira. Mandamos fazer as pedras, o governador do Pará deu o espaço para o túmulo, construí e trouxe os ossos para cá. Vim todos os dias acompanhar a obra, durante quase um mês. Foi muito bem feito - contou Yoshizo, ao Combate.com.

 

A preocupação de Machida com a história de Conde Koma é nítida. O patriarca da família recebeu a reportagem em sua academia e, ao perceber o interesse na história, prontificou-se, imediatamente, a levar o Combate.com até o túmulo de Mitsuyo Maeda e de sua esposa, a inglesa Daisy May.

 

Importância de Conde Koma para o jiu-jítsu brasileiro

 

A história do jiu-jítsu no Brasil nos remete ao início do século XX, quando Conde Koma - que no Brasil adotou o nome de Octávio - chegou em Belém. Pioneiro na disseminação da arte suave pelo mundo, ele se apaixonou pela cidade e decidiu fixar moradia, em 1914. Sete anos depois, recebeu um convite para montar sua academia na sede social do Remo, mas foi em uma apresentação feita no Teatro da Paz que Carlos Gracie se interessou pelas técnicas do japonês, que o ensinou e fez o jiu-jítsu ganhar o mundo de vez a partir dali.

 

Conde Koma morou na Vila Bolonha e morreu aos 63 anos, vítima de insuficiência renal. Atualmente, sua casa é mantida por Abel Lopes de Oliveira, que é casado com Clívia, uma das filhas adotivas de Maeda - a outra, Celeste, casou-se com um americano, se mudou para os Estados Unidos, porém, viria a falecer em um acidente aéreo.

 

A ideia de Abel, que orgulha-se da história do Conde Koma e guarda diversas lembranças, além de não mexer na fachada da residência, que possui as iniciais "M M", de Mitsuyo Maeda, é transformar o local em uma fundação em homenagem a ele.

FONTE: Combate
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