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Pugilistas baianos travam luta fora dos ringues para seguir no esporte

Vários dos boxeadores baianos se dividem entre os ‘bicos’ e os treinos na Academia Champion


24/12/2017 às 07:54h

Pugilistas baianos travam luta fora dos ringues para seguir no esporte
Raul Spinassé l Ag. A TARDE

A carteira de trabalho do boxeador Robenilson Vieira de Jesus, de 30 anos, deverá ser inaugurada assim que ele conseguir o emprego de motorista para o qual fez entrevista esta semana, em um hospital. Colega de ringue, Pedro Lima, 34, busca vaga na mesma área. Ou como segurança. Enquanto isso, Adriana Araújo, 36, já está na praça como motorista do aplicativo Uber.

 

Em situação mais favorável na comparação com os companheiros de luta e de títulos, Robson Conceição rejeitou proposta de morar nos Estados Unidos feita pela Top Rank, sua promotora, após trocar o boxe olímpico pelo profissional, a exemplo dos colegas.

 

Robson assinou contrato com a empresa norte-americana e os outros três com a Boxing For You, promotora brasileira que paga R$ 300 por luta. Em fevereiro de 2018, Robson fará a seu sexto combate profissional, em Nevada, nos EUA. Os outros ainda não sabem quando vão lutar.

 

“A gente pensa em iniciar 2018 com três ou quatro lutas boas para então, no final de 2018 para 2019, disputar o título mundial”, afirmou o campeão olímpico Robson.

 

Insatisfeito com a falta de apoio financeiro, ele mesmo pondera não saber que reação terá se os patrocinadores continuarem escassos e a proposta da Top Rank para ele trocar Salvador por Nova Iorque ocorrer pela segunda vez.

 

“Eles me ofereceram casa, carro, alimentação, tudo, para eu morar lá. Mas eu amo o meu estado e quero estar aqui com a minha família”, explicou. Mas a decisão tem prazo de validade, segundo o peso leve (até 60 kg). “Recusei uma proposta dessas para competir pela Bahia. Seria um bom motivo para ganhar apoio. Vou esperar até o meio do ano que vem, pois tenho família, mulher e duas filhas, e não posso ficar só treinando, sem uma renda fixa”, completou.

 

Os quatro ex-pugilistas olímpicos, que marcaram suas trajetórias por conquistas históricas para o esporte brasileiro, lamentam que seus currículos vitoriosos não sejam suficientes para obter patrocinadores e a consequente manutenção deles no boxe, sem a necessidade de conciliar os ringues com um emprego.

 

Bronze na categoria até 60 kg em Londres-2012 – conquista que o Brasil havia obtido pela última vez em 1968, e inédita entre as mulheres – Adriana divide-se agora entre as lutas do Boxing For You (categoria meio-médio-ligeiro: 63,5 kg) e a direção de um Uber nas ruas de Salvador.

 

“Este ano de 2017 está sendo de grandes superações, por um lado de vitória no boxe profissional, estreei vencendo, mas muito difícil devido a essa questão da falta de patrocínio”, pontuou ela.

 

“As dificuldades que, infelizmente, a gente continua passando são tristes, principalmente depois de tanta conquista que demos para o país”, desabafou a boxeadora, explicando que o trabalho extra, feito na medida do possível à noite, ocupa quase o dia todo nos finais de semana.

 

Degraus do incentivo

 

“É muito cansativo, mas nós, atletas, estamos acostumados à superação”, minimizou, citando a escadaria ‘customizada’ da Academia Champion, onde treina. Palavras de incentivo dão uma força a cada degrau. Dos quatro lutadores, Robenilson, Robson e Pedro Lima tinham vínculo com a Marinha, já encerrado após oito anos na patente de sargento.

 

Pai de dois garotos, um de oito anos e outro de 11 meses, Pedro diz estar “desesperado” por um emprego. “Estou matando cachorro a grito, passando dificuldade”, apelou o campeão do Pan de 2007, na categoria 69 kg, que vem distribuindo currículo em busca de emprego.

 

Na época do seu título, o Brasil não conquistava medalhas havia 44 anos. Lima também foi campeão dos Jogos Mundiais Militares em 2010, pela Marinha. A mesma conquista foi alcançada por Robenilson e Robson, quando eram marinheiros.

 

Além de campeão sul-americano pela Confederação Brasileira de Boxe, Robenilson esteve também a uma luta de conquistar o bronze nos Jogos Olímpicos de Londres-2012.

 

Enquanto espera ser aprovado como motorista, o ‘ex-soldado’ da Marinha pensa em fazer um curso de soldador industrial. “Nosso projeto é lutar boxe ainda, mas, a depender da situação, se não conseguir nada pra compensar a perda da ajuda da Marinha e do Bolsa Atleta, vai ficar difícil pra todos”, disse o boxeador, que tem um filho recém-nascido.

FONTE: A Tarde online
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