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Audiência pública debate situação do Rio Itapicuru

Ato aconteceu na sala das comissões da Assembleia Legislativa e contou com representantes do Governo, deputados, prefeitos, vereadores e lideranças ribeirinhas.


19/10/2017 às 09:43h

Audiência pública debate situação do Rio Itapicuru
Raimundo Mascarenhas

Aconteceu na última quarta-feira (18) na sala das comissões da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) no Centro Administrativo da Bahia – CAB, uma concorrida audiência pública, proposta pelo deputado estadual Luciano Simões Filho (PMDB) que envolveu outros parlamentares, prefeito de Queimadas André Andrade (PT) e de Itiúba Cecília Petrina (PCdoB) acompanhados dos vereadores, assim como edis de Ponto Novo e Filadélfia, e dezenas de pessoas que dependem do rio Itapicuru para sobreviverem.



De acordo com André Andrade, o Município de Queimadas detém a maior extensão do rio Itapicuru e as comunidades ribeirinhas, a exemplo do Distrito de Espanta Gado, vêm sofrendo há mais de um ano sem água, já que foram fechadas as comportas da barragem de Ponto Novo. Segundo o prefeito, ele tem sua bandeira política, é aliado do governador Rui Costa, mas na audiência pública esteve em busca de solução juntamente com todas as bandeiras e o único foco é resolver a situação de sofrimento dos ribeirinhos.

 

Antes de participar da audiência, ‘Doutor André’ como é conhecido, disse que esteve na Secretaria de Relações Institucionais do Estado da Bahia – Serin, juntamente com a prefeita de Itiúba Cecília e o prefeito de Ponto Novo Tiago Venâncio, justamente para tratar do assunto que foi discutido na assembleia e na oportunidade o governador autorizou a abertura das comportas da Barragem de Ponto Novo para amenizar a situação de falta d’água em todo leito do rio.

 

“A nossa provocação é essa, uma pressão junto com toda comunidade, e nós políticos, independentemente de partidos, eu sendo do partido do governador, voto com ele, mas evidentemente eu quero o socorro dos ribeirinhos, tanto do município de Queimadas como de Ponto Novo e Itiúba. Por isso estamos aqui para reivindicar a soltura da água e ontem (terça-feira) às 19h30 foram abertas as comportas para liberação de um mil e quinhentos metros cúbicos de água por segundo”, afirmou o chefe do executivo queimadense.

 

Andrade disse também que entende a preocupação do governador quando mantém a água retida na barragem de Ponto Novo, segundo ele, existem dois rios Itapicuru. O Itapicuru-Açu que nasce em Pindobaçu e o Itapicuru-Mirim que nasce em Jacobina, este último é o que abastece a Barragem de Pedras Altas e está praticamente no volume morto e atende 14 cidades. O outro, o Itapicuru-Açu que atende 11 cidades e mais os irrigantes ao seu redor, cujas as águas estão armazenadas na Barragem de Ponto Novo, e que não são liberadas há mais de 1 ano, o que tem provocado a morte do rio, porque não tem soltado água nem para manutenção do leito. Mas estamos mais aliviados depois que conseguimos conversar com a Embasa, com o Inema, a CERB, Defesa Civil, Serin e com o governador que autorizou a abertura”, comemora o gestor.


Rui Costa na última visita que fez a Queimadas e região, deixou claro que a água está escassa e a preocupação é manter as comportas fechadas para ser usada no consumo humano, segundo André a população ribeirinha é humana e não pode ser penalizada, mesmo soltando água da barragem não vai faltar, “graças a Deus, com as chuvas de setembro o volume passou de sessenta por cento, o governo foi sensível e liberou uma cota mínima pelo menos para abastecer as comunidades que já não estavam suportando a falta d’água”, concluiu o líder queimadense.

 

Deputados também demonstraram interesse em ajudar o rio e "seus dependentes"


O deputado Alex da Piatã lembrou da última viagem de Rui a Queimadas e na ocasião o governador se encontrava ‘entre a cruz e a espada’. “A seca devastando tudo e comprometendo o abastecimento humano e os prefeitos André e Cecília clamando para liberação das águas da barragem de Ponto Novo.E o governador dizia, imagine como eu estou entre a cruz e a espada, pois, não posso deixar faltar água para o consumo humano e sei das consequências que estou colhendo ao não liberar água para o rio”, repetiu Alex o que disse Rui Costa em Queimadas.


Luciano Simões disse que os participantes da audiência testemunharam a maior boa vontade dos representantes da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e do Meio Ambiente, em se deslocarem para uma maior discussão no ‘terreiro’ dos ribeirinhos, seja em Queimadas, Itiúba ou Ponto Novo, e constitui uma comissão menor para debater a construção da adutora que é uma vontade do governador Rui Costa, “e o mais importante que foi levantado aqui, a perenização do rio Itapicuru com a construção de novas barragens e revitalização das que já existem,uma agricultura que seja cultivada na região que não demande tanta água, e discutir também o consumo abusivo de água por parte das mineradoras”, alertou Simões.

 

O deputado Tom Araújo disse que é necessário fazer quatro barragens para perenizar o rio e manter a chamada vazão ecológica, para a perenização do rio, manutenção dos assentamentos e de todo o sistema ecológico. “Não se pode matar um rio. Claro que o armazenamento da água numa região de seca é importante, principalmente quando atravessamos a maior crise hídrica dos últimos anos, mas matar deliberadamente um rio também é um crime”, protestou Tom.

 

Ribeirinhos não querem nova adutora e sim água correndo no rio


O Calila Noticias entrevistou também moradores ribeirinhos que saíram de madrugada das cidades de Queimadas, Ponto Novo e Itiúba, para saber a opinião de alguns deles. Joel Junior Nunes Araújo, morador da comunidade de Bela Vista de Covas no município de Itiúba, disse que a bandeira de luta principal dele e de todo grupo é a liberação ecológica da vazão do rio que se encontra praticamente morto e afetando seriamente a população ribeirinha.Para Junior, a liberação pelo menos de pouco a pouco pode sanar o grave problema e o rio volta a correr, pois, segundo ele ,ver com muita tristeza a morte de animais terrestres e aquáticos em toda sua extensão.

 

Também moradora de Bela Vsita de Covas, marcou presença a professora Neide Gama de Souza que usou o microfone durante a audiência e afirmou que a população quer o rio de volta correndo no seu curso normal e não uma adutora para receber água pela tubulação. Segundo ela, as 10 mil famílias que residem às margens do rio, não são contra o sistema de governo, mas é favor do rio e que na opinião da grande maioria ‘essa adutora vai trazer sérios problemas para o rio e o meio ambiente. “Estamos unidos para combater esse projeto. Agora se as pessoas entendem que vai beneficiar a gente com essa adutora, que vão lá falar, porque hoje aqui tem uma pequena minoria, mas as margens do rio, têm dez mil famílias que não foram consultadas e não aceitam esse projeto, que já está pronto para ser executado e não deve ser assim” protestou a professora.


Artur Paiva que também é ribeirinho do município de Ponto Novo disse que conhece a história do rio e daquele povo desde a construção da barragem de Ponto Novo e tem sido sempre convidado para participar de reuniões de interesse das comunidades disse que o Rio Itapicuru é para o semi-árido da Bahia, como o São Francisco é para o Nordeste e tem que ser preservado. Ainda de acordo com Artur, houve um erro da CERB que opera a barragem de Ponto Novo, que liberava 1.100 litros por segundo para irrigação e pra restituir 200 litros na vazão ecológica do rio, só que, quando parou a água para irrigação, parou também a vazão ecológica, resultando nessa serie de problemas”, concluiu Paiva.

FONTE: Calila Notícias
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