Feira de Santana
+30...+30° C
Dólar:   R$ 3,173
Euro:   R$ 3,742
-
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Feeds

Segurança

todas as notíciasseta


Justiça mantém ‘rei dos suplementos’ preso em Feira após audiência

Ele fornecia material clandestino para academias de Feira e Salvador, e foi levado para conjunto penal


11/10/2017 às 07:03h

Justiça mantém ‘rei dos suplementos’ preso em Feira após audiência
Reprodução

A prisão do empresário Ricardo Peixoto Silva, 37 anos, foi mantida pela Justiça Federal na tarde desta terça-feira (10), após uma audiência de custódia. Ele foi preso nesta segunda-feira (9), suspeito de fabricar e distribuir suplementos de forma ilegal.

 

O empresário também é investigado por lavagem de dinheiro, e crimes contra o sistema financeiro. A polícia estima que o prejuízo causado à Caixa Econômica Federal foi de R$ 6,5 milhões em empréstimos, por exemplo.

 

Ricardo foi preso em Feira de Santana e encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal, em Salvador. Nesta terça, ele foi levado novamente para o interior para passar pela audiência de custódia, já que o processo foi movido pela 3ª Vara da Justiça Federal de Feira.

 

Segundo a Polícia Federal, a Justiça decidiu manter o empresário em prisão preventiva, e ele foi encaminhado para o Conjunto Penal de Feira de Santana.

 

O empresário é suspeito de fabricar suplementos de forma clandestina. A fábrica funcionava em uma casa alugada, em Feira, e três pessoas que trabalhavam com o suspeito também serão indiciadas. O material era vendido em academias em Feira de Santana e para seis unidades na capital. A lista dos estabelecimentos que comercializavam o produto não foi divulgada.

 

Falsidade ideológica


Segundo a polícia, Ricardo é fruto de uma relação extraconjugal e, por isso, quando nasceu foi registrado apenas com o nome da mãe. Em 1994, o pai dele morreu e deixou alguns bens para ser repartidos entre os herdeiros. O empresário entrou na Justiça com um pedido de reconhecimento de paternidade, que foi concedido em 2001. Deste então, ele passou a assinar Ricardo Peixoto Silva.

 

Ainda segundo a polícia, depois de mudar o sobrenome o empresário passou a usar o nome antigo para contratar empréstimos e comprar imóveis, fazendo despesas que ele nunca pagou. A polícia identificou também quatro CPFs e cinco identidades falsos em nome dele, além de três testas de ferro que teriam emprestado os nomes para aplicar os golpes.

 

Os investigadores também encontraram na fábrica clandestina, além dos insumos comuns nos suplementos, duas substâncias proibidas por lei: cafeína e glutamina. O empresário não tem autorização da Vigilância Sanitária e Ambiental (Divisa) para usar as dois materiais. Ricardo já havia sido preso em agosto deste ano, por uso de moeda falsa.


A investigação começou há três meses, e nesta segunda os policiais apreenderam mais de cinco toneladas de suplementos, três veículos, uma lancha e três imóveis, mas a polícia ainda está rastreando outros bens do empresário. Durante a investigação, foi descoberto que até a avó de Ricardo era usada como laranja - mas a PF ainda busca saber se o uso do nome era autorizado por ela.

 

Ricardo e os outros três investigados irão responder pelos crimes de estelionato, fabricação clandestina de produtos equiparados a medicamentos, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e associação criminosa.

FONTE: Correio 24h
REPORTAR ERROREPORTAR ERRO

TVGeral

Entrevista com a triatleta Marcia Lima- TvGeral.com.br
Publicidade
Instituto
Bruno Best Travel
Mamãe 6 estrelas
PMFS
Vilage Marcas e Patentes
Folha do Estado da Bahia
Desenvolvido por Tacitus Tecnologia
Ornamentação e Decoração de Festas