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Abaixo-assinado pede policiamento no campus

A comunidade acadêmica se sente vulnerável no Campus


20/04/2017 às 07:18h

Abaixo-assinado pede policiamento no campus
Crédito: Divulgação

A comunidade acadêmica da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) está preocupada com a falta de segurança no campus da instituição. Para reivindicar providências um abaixo-assinado está sendo feito e até a terça-feira (18) já contava com mais de 2.300 assinaturas.

 

O principal foco do abaixo-assinado é o policiamento permanente no campus, “em abordagem de polícia cidadã, mínima garantia para que possamos circular, estudar e trabalhar sem nos sentirmos constantemente intimidados pela ação de indivíduos que se aproveitam da omissão de nossa administração superior”, consta do documento.

 

No documento, professores e estudantes relatam “tentativas de estupro, assaltos frequentes, ocultamento de veículos roubados, tráfico de drogas e sequestros-relâmpago, entre outros crimes”. A instituição oferece 28 cursos de graduação, 25 programas de pós-graduação, além de creche, escola de ensino fundamental e curso para idosos.

 

De acordo com o professor de direito José Lima, ele próprio foi vítima de uma dupla de criminosos o campus: “Eu saía do estacionamento no módulo para outra aula no módulo quatro, fui abordado e tive um revólver apontado para a cabeça e uma faca no pescoço”.

 

Ele fez registro policial, mas não conseguiu reaver os pertences levados, incluindo um notebook. “O valor é incalculável pela quantidade de material de pesquisa que perdi”, lamentou. Lima acrescentou que, apesar das reclamações, “não percebemos que tenham ocorrido mudanças no sentido de garantir mais segurança”.

 

Para o professor Antônio Ribeiro, “existe um mito de que a polícia não pode entrar no campus e ficamos reféns da criminalidade. Por enquanto, apenas o reitor pode autorizar a entrada de policiais”, disse ele, enfatizando que, pela repercussão e adesão ao abaixo-assinado, “entendemos que a maioria quer a presença constante de policiais em rondas no campus para proporcionar maior tranquilidade a todos”.

 

Ribeiro salientou que o tráfico de drogas é “recorrente” e que, há poucos dias, uma aluna relatou uma tentativa de estupro, “o que deixou todos muito assustados”. Como uma medida de proteção, alguns professores e alunos não frequentam aulas nos módulos mais afastados, principalmente no período noturno.

 

Segundo o reitor da Uefs, Evandro do Nascimento Silva, providências para melhorar a segurança estão sendo tomadas.

 

Plano

 

Ele citou a elaboração de um plano, com controle de acesso ao campus, melhoria na iluminação e a possibilidade de instalar câmeras de segurança, “para que tenhamos condições de identificar pessoas que cometam atos ilícitos”.

 

Consciente da solicitação sobre policiamento ostensivo, o reitor citou que em outras universidades esse sistema já foi adotado. “É importante que se saiba se essa medida trouxe de fato melhorias nas outras universidades”, afirmou, ressaltando que o problema é “complexo” e não se restringe à área do campus, tendo influência também da crescente criminalidade em toda a cidade.

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