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Prefeitura de Feira decreta estado de emergência

O decreto nº 9.331 prevê o abastecimento de água potável por carro-pipa para 1.085 cisternas comunitárias situadas em cinco dos oito distritos


19/10/2014 às 07:22h

Prefeitura de Feira decreta estado de emergência
Crédito: Reprodução/Ag. A Tarde

A estiagem que atinge principalmente a zona rural de Feira de Santana fez com que a prefeitura decretasse situação de emergência nas regiões afetadas pela seca. O decreto nº 9.331 prevê o abastecimento de água potável por carro-pipa para 1.085 cisternas comunitárias situadas em cinco dos oito distritos.


Serão atendidos os distritos de Governador João Durval Carneiro (Ipuaçu), Bonfim de Feira, Jaguara, leste de Maria Quitéria e oeste de Tiquaruçu. Muitas famílias sofrem sem água para consumo humano há meses.


Na comunidade de Venda Nova, em Maria Quitéria, a situação é crítica. Em algumas casas, a água existente é doada por vizinhos. Como é o caso de dona Maria São Pedro Santos Oliveira, que possui uma cisterna mas não tem água para nada.


"Aqui o Exército colocou água há mais de um mês, pois tinha uma irmã que estava doente. Mesmo não sendo cadastrada, uma vizinha cedeu a água para minha casa. Mesmo assim a água serve para tudo. Tanto para o nosso consumo como para animais e plantações", contou.


Na residência moram oito adultos e duas crianças, mas há uma semana uma irmã e o marido, que é deficiente físico, estão abrigados no imóvel. "Não tem água lá na casa dela, então ela pediu abrigo aqui. Como não está tendo carros-pipa, meus familiares estão buscando água em um poço coletivo, a sete quilômetros daqui. Eles dão até quatro viagens por semana para buscar água", disse. Na casa de Elias Santos, irmão da aposentada, a cisterna que ele fez por conta própria está com o nível baixo. Mesmo assim ele ainda cede água para alguns vizinhos. "Um vai ajudando o outro. Como nem todos têm o cadastro para receber água pelos carros do Exército, alguns vizinhos recebem a água e dividem com os outros", afirma.


Reclamação


A água das últimas chuvas não deu para abastecer as cisternas e a palavra na localidade é economizar. Esta palavra é bastante conhecida na família de Maria Rosângela Conceição Silva. Lá os banhos e a limpeza da casa foram reduzidos, para que a pouca água não acabe.


"Mesmo assim, ainda ajudamos uma vizinha idosa que não tem cisterna e mora sozinha. Fomos na prefeitura pedir o abastecimento, mas fomos informados que o carro-pipa só poderá vir após a eleição", reclamou Maria Rosângela.


Ela contou à equipe de reportagem que uma sobrinha que teve filhos gêmeos recentemente teve de ser levada para casa de familiares na sede do município, pela dificuldade de conseguir água.


"Como podemos dar conta de duas crianças recém-nascidas e a mãe operada? Lá na casa da sogra dela não falta água, então foi melhor levá-la para lá", lembrou.


A iniciativa do decreto partiu do Conselho Municipal de Defesa Civil, preocupado com a situação das famílias da zona rural. O prefeito acatou o pedido e decretou situação de emergência. Desde setembro de 2011 a região sofre com as consequências da seca.


Decretos


Está é a quinta vez que a prefeitura decreta situação de emergência devido à estiagem. A primeira vez foi determinada pelo Decreto 8.378, de 10 de setembro de 2011. Posteriormente, veio o Decreto 8.510, de 19 de janeiro de 2012.


Em 11 de janeiro de 2013, o Decreto 8.864 e o último em 1º de novembro de 2013, de número 9.068. 

FONTE: A Tarde
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