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Seca faz Brasil perder safra de 10 milhões de toneladas

Apesar dessa redução, será um volume recorde, com aumento de 5,7%


02/04/2014 às 03:54h

Seca faz Brasil perder safra de 10 milhões de toneladas
Crédito: Reprodução

As adversidades climáticas frustraram as expectativas de uma safra recorde brasileira. O Rally da Safra 2014, principal expedição técnica de avaliação das lavouras de soja e milho, apurou que a safra ficará abaixo da realizada no ano passado, com a perda de um total de 10 milhões de toneladas em razão de problemas climáticos.
 
No caso da soja, a expectativa inicial do Rally da Safra era de 91,6 milhões de toneladas, o que faria do Brasil o maior produtor mundial. Porém o número após a expedição é de 86,9 milhões de toneladas, volume impactado pela estiagem prolongada em regiões como Norte Paraná, Sul do Mato Grosso do Sul, Sul de São Paulo, Minas Gerais, Sudoeste de Goiás, Bahia e Piauí, além do excesso de chuvas no Mato Grosso. Apesar dessa redução, será um volume recorde, com aumento de 5,7% sobre 82,2 milhões de toneladas da safra 2012/13.
 
A produtividade da soja foi afetada em 5,4%, em relação à expectativa inicial de 51.4 sacas por hectare. Em relação à safra passada, caiu 1,6% de 49.4 para 48.6 sacas por hectare. Já a área plantada cresceu 7,6%, passando de 27,7 milhões de hectares para 29,8 milhões de hectares na safra 2013/14.
 
Em relação ao milho verão, a estiagem prolongada foi responsável por reduções de produtividade no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. A produção caiu 13,3% - de 34,6 milhões de toneladas para 30,0 milhões de toneladas na safra 2013/14. A produtividade foi reduzida em 8,2%, de 85 sacas por hectare para 78 sacas por hectare. A área diminuiu 5,9%, passando de 6,8 milhões de hectares para 6,4 milhões de hectares. Este é o sexto ano consecutivo com redução de área.
 
O excesso de chuvas no Mato Grosso prejudicou também o plantio de milho safrinha, com cerca de 30% da área plantada fora do calendário ideal. Além disso, os técnicos do Rally da Safra 2014 observaram uma redução da tecnologia empregada na safrinha em todas as regiões, especialmente em sementes, o que poderá impedir a repetição dos bons resultados de produtividades dos dois últimos anos.
 
Há ainda a preocupação quanto ao desempenho da safrinha no Paraná e Sul do Mato Grosso do Sul, pois, embora plantada dentro do limite da janela ideal, pode enfrentar geadas precoces em abril e maio.

Além da irregularidade climática, as produtividades ficaram abaixo das expectativas iniciais em função da alta incidência de pragas e ocorrência de doenças. O grande receio inicial era a Helicoverpa armigera, que teve controle satisfatório. A surpresa negativa foi a lagarta falsa medideira, que apresentou alto grau de infestação em diversas regiões.
 
A mosca branca continua sendo um problema de difícil controle em Minas Gerais, Goiás, Bahia, Piauí e Maranhão. E na fase final de desenvolvimento das lavouras, em praticamente todas as regiões, a ferrugem asiática foi a principal preocupação dos produtores.
 
De forma geral, os produtores relataram baixa eficiência dos fungicidas tradicionais provocada pelo aumento da resistência do fungo, o que elevou o custo de produção, exigindo aplicações extras. Em média, observou-se a necessidade de meia aplicação de fungicida a mais, passando da média de 2,5 (safra 2011/12) a 3,0 aplicações nesta safra. No caso dos inseticidas, a média subiu de 4,0 (safra 2011/12) para 6,0 aplicações.
 
Com isso, o item “agroquímicos” contribuiu para um custo de produção recorde da soja. No Mato Grosso, por exemplo, o crescimento do custo total de produção por hectare foi de 12% em relação à safra passada. Somente com defensivos, o gasto por hectare teve um aumento de 52%.
 
Outro destaque apontado pelo Rally da Safra 2014 é que, pela primeira vez, foi observada uma discreta redução do percentual da área de soja com transgênicos. A análise apontou queda de 88% para 86% nas amostras. Destes, 95% eram lavouras com a tecnologia RR1 e 5% com RR2 Pro (Intacta).

FONTE: Tribuna da Bahia
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